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Oposição critica crise do IOF enquanto governo aposta em recesso para acalmar tensões

AGU aciona STF para reverter derrubada do decreto do IOF, enquanto oposição critica desrespeito ao Legislativo e governo defende a medida.

O primeiro encontro de Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre após a eleição no Congresso Nacional. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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  • A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a derrubada do decreto que regulamenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
  • A medida gerou críticas da oposição, que acusa o governo de desrespeitar o Legislativo.
  • O deputado Zucco (PL-RS) afirmou que o Executivo “declara guerra ao Congresso Nacional”.
  • A base governista defende a ação como técnica e necessária, destacando que é uma questão jurídica.
  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a intenção do presidente não é atacar o Congresso.

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a derrubada do decreto que regulamenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida gerou reações acaloradas entre parlamentares da oposição, que acusam o governo de desrespeitar o Legislativo. O deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, declarou que o Executivo “declara guerra ao Congresso Nacional”.

Outros opositores, como o deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), consideraram a ação um “tiro no pé”. Em contrapartida, a base governista defende a decisão como técnica e necessária. Interlocutores do Planalto afirmam que a ação é uma questão jurídica, não política. O advogado-geral da União, Jorge Messias, reiterou que a intenção do presidente não é atacar o Congresso.

Reações e Defesas

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), também se manifestou, afirmando que a judicialização do IOF é uma medida “necessária para resguardar prerrogativas constitucionais do Executivo”. Ele destacou a importância de evitar que o Congresso ultrapasse suas competências.

Parlamentares da base governista acreditam que o recesso parlamentar, que se inicia em breve, pode ajudar a “baixar a poeira” da crise. Um membro do Palácio do Planalto enfatizou que “não há clima para esticar a corda” e que o presidente Lula continuará buscando diálogo com os líderes da Câmara e do Senado.

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