- O empresário Vagner Borges Dias, conhecido como “Latrell Brito”, foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão por lavagem de dinheiro.
- A decisão foi do juiz Antonio Augusto Mestieri Mancini, da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, em São Paulo.
- Joyce da Silva Caetano, acusada de ser sua “laranja”, foi absolvida.
- As investigações do Ministério Público de São Paulo revelaram movimentações de R$ 200 milhões em contratos fraudulentos relacionados a licitações de serviços de limpeza e manutenção.
- O esquema envolvia a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuava como árbitro em disputas entre empresas.
O empresário Vagner Borges Dias, conhecido como “Latrell Brito”, foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão por lavagem de dinheiro em um esquema de fraudes em licitações públicas. A decisão foi proferida pelo juiz Antonio Augusto Mestieri Mancini, da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, em São Paulo. A ré Joyce da Silva Caetano, acusada de ser sua “laranja”, foi absolvida.
As investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelaram que R$ 200 milhões foram movimentados em contratos fraudulentos. Vagner e suas empresas fraudavam licitações de serviços de limpeza e manutenção em diversas cidades, como Guarulhos e Santos. Os concorrentes eram, na verdade, pessoas ligadas a ele, que manipulavam as propostas para garantir a vitória nas disputas.
Ligação com o PCC
O esquema também envolvia a facção criminosa PCC, que atuava como “árbitro” em conflitos entre as empresas. O promotor Yuri Fisberg destacou que a facção decidia sobre contratos, ignorando o Judiciário. Vagner foi um dos 15 alvos de mandados de prisão cumpridos em abril do ano passado, resultando na detenção de 13 suspeitos.
Durante as investigações, a polícia apreendeu quatro armas de fogo, munições, celulares e notebooks em 11 locais, incluindo prefeituras e câmaras municipais. Vagner, que tem quase um milhão de seguidores no Instagram, também é conhecido por sua carreira musical. Em um vídeo, ele exibe armas e sugere usá-las para resolver conflitos.
As revelações sobre o esquema e a condenação de Vagner expõem a gravidade da corrupção nas licitações públicas e a influência do crime organizado nesse contexto.
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