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Pastor do PR esclarece polêmica após declaração sobre pobreza viralizar

Pastor Nicoletti gera polêmica ao criticar a pobreza e programas sociais, chamando Lula de ladrão e defendendo a capacitação financeira.

Foto: Reprodução
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  • O pastor da Igreja Recomeçar, Nicoletti, gerou polêmica ao afirmar que “odeia pobre” e se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “nove dedos ladrão” em uma conferência em Foz do Iguaçu, Paraná, no dia 25 de maio.
  • Durante o evento, ele criticou a pobreza e os programas sociais, alegando que “dar esmola é patrocinar a escravidão”.
  • Nicoletti defendeu que as pessoas devem passar por processos de “desbloqueio de mentalidade” para alcançar prosperidade financeira.
  • A repercussão nas redes sociais foi intensa, com reações de apoio e críticas, levando o pastor a afirmar que suas declarações foram tiradas de contexto.
  • Em entrevista ao UOL, ele pediu desculpas por chamar Lula de ladrão e destacou que sua crítica se refere à dependência criada por discursos políticos, não a programas sociais legítimos.

Um pastor da Igreja Recomeçar, Nicoletti, gerou polêmica ao afirmar que “odeia pobre” e se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “nove dedos ladrão” durante uma conferência em Foz do Iguaçu, Paraná, no último dia 25 de maio. O evento, realizado no Rafain Palace Hotel, foi registrado em vídeo e rapidamente viralizou nas redes sociais.

Durante sua fala, Nicoletti criticou a pobreza e os programas sociais, afirmando que “dar esmola é patrocinar a escravidão”. Ele defendeu que as pessoas devem passar por processos de “desbloqueio de mentalidade” para alcançar a prosperidade financeira. O pastor argumentou que a pobreza é um sistema opressor, que limita vidas e mantém as pessoas presas à escassez.

A repercussão nas redes sociais foi intensa, com comentários tanto de apoio quanto de crítica. Internautas expressaram indignação, chamando Nicoletti de “mercador da fé” e “filhote de Belzebu”, enquanto outros defenderam suas ideias. Em resposta, o pastor afirmou que suas declarações foram tiradas de contexto e que não odeia pessoas pobres, mas sim a pobreza como um sistema.

Em entrevista ao UOL, Nicoletti pediu desculpas por ter chamado Lula de ladrão, reconhecendo que a frase foi uma “expressão pessoal de indignação”. Ele destacou que sua crítica não se aplica a programas sociais legítimos, mas à dependência criada por discursos políticos. O pastor também enfatizou que “ajuda emergencial é necessária”, mas que a verdadeira transformação deve vir da capacitação das pessoas.

Nicoletti, que cresceu em um ambiente de pobreza, acredita que a igreja deve atuar em diversas áreas, incluindo a transformação social e econômica, além da espiritual. Ele citou exemplos bíblicos para argumentar que “Jesus nunca foi pobre”, defendendo que a missão da igreja é promover dignidade e recursos para todos.

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