- A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) estimou a presença de 400 mil pessoas em um ato a favor de Jair Bolsonaro, realizado em 16 de março.
- A estimativa, baseada em observações visuais, gerou polêmica após a contagem de 18,3 mil participantes feita por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com tecnologia avançada.
- A PM-RJ quebrou um protocolo ao divulgar a estimativa, o que gerou críticas internas e externas. A ordem para a divulgação partiu do Palácio Guanabara.
- A contagem da USP utilizou o método Point to Point Network (P2PNet), com imagens aéreas e um sistema de inteligência artificial que apresentou 72,9% de precisão.
- Em um ato em São Paulo, realizado em 29 de março, a USP estimou a presença de 12,4 mil pessoas, enquanto a PM de São Paulo não divulgou dados sobre o evento.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) estimou a presença de 400 mil pessoas em um ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado em 16 de março. A estimativa, baseada em observações visuais, gerou polêmica, especialmente após a contagem de 18,3 mil participantes realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) utilizando tecnologia avançada.
A PM fluminense quebrou um protocolo de não divulgação de estimativas, o que gerou críticas até entre membros da própria corporação. A ordem para a divulgação do número partiu do Palácio Guanabara. A resposta da PM à solicitação feita via Lei de Acesso à Informação, que deveria ter sido entregue em 30 dias, chegou com dois meses de atraso e revelou que a contagem foi feita por meio de imagens aéreas e monitoramento em solo.
Métodos de Contagem
Os pesquisadores da USP utilizaram um método tecnológico chamado Point to Point Network (P2PNet), que envolve a análise de imagens aéreas para contar a quantidade de pessoas. Durante o evento, foram tiradas 66 fotos em horários distintos, e seis delas, capturadas no pico da manifestação, foram selecionadas para a contagem. O sistema de inteligência artificial utilizado apresenta uma precisão de 72,9% na identificação de indivíduos.
Em um novo ato realizado em São Paulo no dia 29 de março, a USP estimou a presença de 12,4 mil pessoas. A PM de São Paulo, ao contrário da PM-RJ, não divulgou dados sobre o evento, mantendo a tendência de não fornecer estimativas de público em manifestações políticas.
Repercussão e Críticas
A estimativa da PM-RJ, publicada em suas redes sociais, alcançou 11,9 milhões de visualizações, enquanto o perfil da corporação possui cerca de 373 mil seguidores. A discrepância entre os números gerou debates acalorados nas redes sociais, com ataques direcionados aos pesquisadores da USP. A falta de transparência e a utilização de métodos não tecnológicos pela PM-RJ levantaram questões sobre a credibilidade das informações divulgadas em eventos políticos.
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