- O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 11 policiais militares por prestar serviços de segurança armada durante o expediente em Belford Roxo.
- A operação ocorreu nesta terça-feira, resultando na prisão de oito suspeitos e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão.
- Os policiais, lotados no 39º Batalhão de Polícia Militar (BPM), cobravam comerciantes para garantir segurança em estabelecimentos como restaurantes e farmácias.
- As investigações, que revelaram práticas de extorsão, ocorreram entre 2021 e 2024.
- Os denunciados responderão pelo crime de organização criminosa, e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar acompanha a situação.
Uma operação do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) resultou na denúncia de 11 policiais militares por prestarem serviços de segurança armada em Belford Roxo durante o expediente. A ação, realizada nesta terça-feira, 11 de outubro, culminou na prisão de oito dos suspeitos e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em diversas localidades.
Os policiais, lotados no 39º BPM, eram acusados de cobrar comerciantes para garantir segurança em estabelecimentos como restaurantes, farmácias e até um posto do Detran. Os comerciantes, conhecidos como “padrinhos”, estabeleciam uma relação de dependência econômica com os PMs, comprometendo a legalidade e a moralidade na segurança pública. A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Detalhes da Investigação
As investigações revelaram que os crimes ocorreram entre 2021 e 2024. Os policiais, que se autodenominavam “pior que milícia”, utilizavam suas fardas e viaturas durante as extorsões. Os comerciantes eram obrigados a pagar mensalmente para garantir a segurança de seus negócios. Os mandados de prisão foram expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar e foram cumpridos em endereços em Belford Roxo, Nova Iguaçu, Maricá e na capital carioca.
Os PMs denunciados responderão na Justiça pelo crime de organização criminosa. Parte dos envolvidos ainda está lotada no 39º BPM, enquanto outros foram transferidos para diferentes batalhões. O MPRJ destacou que essa prática compromete os princípios fundamentais da segurança pública, e a Polícia Militar afirmou que a Corregedoria acompanha a situação, reafirmando seu compromisso em punir desvios de conduta.
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