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Tarcísio faz promessas a Bolsonaro que Haddad não fez a Lula

Tarcísio de Freitas considera perdão a Bolsonaro para promover pacificação, enquanto ex-presidente enfrenta processos judiciais e inelegibilidade.

Foto: Reprodução
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  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que pode considerar um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro como parte de uma estratégia de pacificação nacional.
  • Essa proposta é diferente da postura do então candidato Fernando Haddad em relação a Lula em 2018, quando Lula estava preso.
  • Tarcísio disse que o perdão a Bolsonaro seria um custo “barato” para a pacificação do país.
  • Se o perdão ocorrer, Bolsonaro evitaria a prisão, mas seus direitos políticos continuariam suspensos até dois mil e trinta.
  • Tarcísio tem ganhado apoio como potencial candidato à presidência em dois mil e vinte e seis, apesar de afirmar não ter ambições para cargos mais altos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou a intenção de considerar um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como parte de uma estratégia de “pacificação” nacional. Essa proposta contrasta com a postura do então candidato Fernando Haddad em relação a Lula em 2018, quando este estava preso.

Tarcísio, em conversas reservadas com empresários, afirmou que o perdão a Bolsonaro seria um custo “barato” para a pacificação do país. Caso essa hipótese se concretize, o ex-presidente poderia evitar a prisão, mas seus direitos políticos permaneceriam suspensos até 2030. Atualmente, Bolsonaro enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe e foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ministro Haddad, em recente declaração, ressaltou que Lula nunca solicitou anistia ou perdão judicial durante seu encarceramento. Ele recordou que, em visitas a Lula, o ex-presidente não fez pedidos desse tipo, o que levanta um contraste significativo com a proposta de Tarcísio.

Com Bolsonaro inelegível até 2030, o nome de Tarcísio tem ganhado apoio entre políticos do centro e aliados bolsonaristas como um potencial candidato à presidência em 2026. Apesar de afirmar não ter ambições para “voos mais altos”, uma ala do bolsonarismo defende fortemente sua candidatura, enquanto outra prefere um nome ligado à família Bolsonaro.

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