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Trens do Rio enfrentam mais de seis mil cancelamentos por violência e falhas em 2024

Operação ferroviária no Rio de Janeiro será transferida ao governo estadual em setembro de 2024, com R$ 300 milhões para melhorias e possível redução de tarifas.

Trem passa rente a construções entre Pilares e Del Castilho, na Zona Norte do Rio (Foto: Domingos Peixoto)
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  • O transporte ferroviário de passageiros no Rio de Janeiro, operado pela SuperVia, registrou 6.337 cancelamentos em 2023, refletindo problemas de segurança e falhas operacionais.
  • Um acordo judicial prevê a transferência da operação para o governo estadual até setembro de 2024, com um investimento de R$ 300 milhões.
  • Uma comissão analisa a possibilidade de reduzir a tarifa de R$ 7,60 para R$ 4,70.
  • O novo modelo de concessão deve se basear na remuneração por distância percorrida, semelhante ao sistema das Barcas.
  • O diretor do Centro de Estudos, Logística e Mobilidade Urbana da Fundação Getulio Vargas (FGV) destacou a segurança pública como a principal questão a ser resolvida para melhorar o transporte ferroviário.

Usar o transporte ferroviário de passageiros no Rio de Janeiro, que conecta a capital a 11 municípios, se tornou um desafio em 2023. A SuperVia, responsável pela operação desde 1998, registrou 6.337 cancelamentos de viagens, refletindo problemas de segurança e falhas operacionais. Em média, foram 17,3 interrupções diárias, impactando a rotina dos usuários.

Em um desdobramento significativo, um acordo judicial prevê que a operação ferroviária será transferida ao governo estadual até setembro de 2024. Durante essa transição, R$ 300 milhões serão investidos na melhoria do sistema. O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, da Assembleia Legislativa do Rio, informou que uma comissão está analisando a possibilidade de reduzir a tarifa atual de R$ 7,60 para R$ 4,70.

Novos Modelos de Concessão

A nova modelagem de concessão deve seguir o modelo das Barcas, onde a remuneração é baseada na distância percorrida. A ideia é que o estado assuma a bilheteira e contrate uma empresa para operar o serviço. O deputado destacou que a tarifa dos trens não pode ser superior à dos ônibus, enfatizando a necessidade de um transporte acessível.

Marcus Quintella, diretor do Centro de Estudos, Logística e Mobilidade Urbana da FGV, ressaltou que a segurança pública é a principal questão a ser resolvida para a melhoria do transporte ferroviário. Ele apontou que problemas como invasões de faixa e roubos de cabos afetam diretamente a operação e a receita do sistema.

Além da segurança, Quintella defendeu a necessidade de subsídios para investimentos e manutenção dos trens. Ele afirmou que a SuperVia não recebe investimentos há anos e que melhorias na sinalização e na infraestrutura são essenciais para garantir a segurança e a eficiência do transporte.

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