- Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, depôs à Polícia Federal em 17 de outubro de 2023.
- Ele é investigado por supostas tentativas de obstruir a delação do tenente-coronel Mauro Cid.
- Wajngarten afirmou que contatou a filha de Cid apenas para inscrevê-la em um torneio de hipismo, a pedido do general Lourena Cid.
- Ele nega qualquer intenção de interferir nas investigações e considera processar Cid por denunciação caluniosa.
- A Polícia Federal investiga as comunicações entre os envolvidos após a homologação do acordo de delação de Cid em setembro de 2023.
Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Jair Bolsonaro, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 17 de outubro de 2023. Ele é investigado por supostas tentativas de obstruir a delação do tenente-coronel Mauro Cid. Wajngarten alega que seus contatos com a filha de Cid foram exclusivamente para inscrevê-la em um torneio de hipismo.
Durante o depoimento, Wajngarten afirmou que o pedido de inscrição partiu do pai de Cid, o general Lourena Cid. “Fui demandado pelo general Lourena Cid para inscrever a neta dele em uma competição de hipismo em São Paulo”, disse. Ele negou qualquer intenção de interferir nas investigações, enfatizando que não houve tentativa de tumultuar a delação.
Além de Wajngarten, outros advogados, incluindo Paulo Cunha Bueno, também foram ouvidos pela PF. A defesa de Cid acusa Wajngarten e Bueno de tentativas de contato com a família do delator, incluindo a filha menor de idade e a mãe, Agnes Cid. A defesa alega que essas ações visavam desestabilizar a defesa de Cid.
Wajngarten criticou a intimação para depor, afirmando que não gosta de estar nessa situação, especialmente por não ter culpa. Ele também considera entrar com uma ação de denunciação caluniosa contra Cid. O depoimento durou cerca de uma hora e começou às 15h20. A PF investiga ainda as comunicações entre os envolvidos, especialmente após a homologação do acordo de delação de Cid em setembro de 2023, que o proíbe de usar redes sociais.
A investigação avança no Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu um prazo de 45 dias para alegações finais. O julgamento de Bolsonaro, acusado de ser parte do núcleo da trama golpista, deve ocorrer em breve.
Entre na conversa da comunidade