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Cidadania italiana: resultados do referendo são divulgados e geram repercussão

Referendo sobre cidadania e direitos trabalhistas na Itália falha com apenas 30% de participação, refletindo a polarização política atual.

Mudança na lei que pretendia reduzir de dez para cinco anos o tempo mínimo de residência exigido para que imigrantes legais possam solicitar a cidadania italiana por naturalização não avançou. (Foto: Adobe Stock)
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  • Um referendo sobre cidadania e direitos trabalhistas na Itália não teve sucesso em 9 de julho devido à baixa participação dos eleitores.
  • Apenas 30% dos cidadãos compareceram às urnas, enquanto o mínimo necessário era de 50% para validar o resultado.
  • O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni incentivou a abstenção, o que contribuiu para o baixo comparecimento.
  • Entre as propostas estava a redução do tempo de residência para a obtenção da cidadania de dez para cinco anos para imigrantes não europeus sem vínculos familiares.
  • Apesar da abstenção, 85% dos que votaram apoiaram questões trabalhistas, e 64% apoiaram a proposta de cidadania.

Um referendo sobre cidadania e direitos trabalhistas na Itália não obteve sucesso nesta segunda-feira, 9, devido à baixa participação dos eleitores. Apenas 30% dos cidadãos compareceram às urnas, enquanto era necessário um mínimo de 50% para que o resultado fosse válido. O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni incentivou a abstenção, o que contribuiu para o baixo comparecimento.

Entre as propostas do referendo estava a redução do tempo de residência para a obtenção da cidadania, que passaria de dez para cinco anos para imigrantes não europeus sem vínculos familiares com a Itália. Meloni, que lidera o partido de extrema direita Irmãos da Itália, se posicionou contra essa medida, afirmando ser “absolutamente contra” a proposta. O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, da Liga, comentou que a abstenção foi uma “grande derrota para uma esquerda sem ideias”.

Propostas em Debate

Os eleitores também deveriam decidir sobre a revogação de quatro leis que liberalizaram o mercado de trabalho. Essa iniciativa, apoiada pelo principal sindicato italiano, o CGIL, visava restaurar proteções contra demissões e contratos precários. Apesar da baixa participação, cerca de 85% dos que votaram se manifestaram a favor das questões trabalhistas, enquanto 64% apoiaram a proposta de cidadania.

O secretário-geral do CGIL, Maurizio Landini, destacou que a alta taxa de abstenção reflete uma “clara crise democrática” no país. O Partido Democrático (PD), principal oposição, apoiou as propostas do referendo, embora tenha implementado algumas das medidas que agora busca revogar. A situação atual evidencia a polarização política e os desafios enfrentados pelo governo em relação a direitos trabalhistas e cidadania.

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