- O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) criticou novamente a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, chamando-a de “adestrada” durante sessão da Câmara em dois de julho.
- Ele já havia feito ofensas semelhantes em março e comparou a retórica da ministra a grupos terroristas.
- A ministra afirmou ter se sentido “terrivelmente agredida” pelas declarações de Evair.
- O deputado também propôs uma mudança no regimento da Câmara para permitir que deputados licenciados reassumam seus mandatos fora do País, beneficiando Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP).
- Zambelli está foragida do Supremo Tribunal Federal e Eduardo Bolsonaro é alvo de um inquérito que investiga crimes de coação e obstrução de investigação.
O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) voltou a criticar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, chamando-a de “adestrada” em uma sessão da Câmara nesta quarta-feira, 2. Essa não é a primeira vez que o parlamentar faz esse tipo de ofensa; ele já havia se manifestado de forma semelhante em março. Evair também comparou a retórica da ministra à de grupos terroristas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Hamas.
Em suas declarações, o deputado afirmou que “repetições que buscam resultado é adestramento”, justificando suas críticas. A ministra, por sua vez, declarou ter se sentido “terrivelmente agredida” com as comparações feitas por Evair. O deputado não respondeu a solicitações de comentários sobre suas afirmações.
Proposta de Mudança no Regimento
Além das ofensas, Evair propôs uma alteração no regimento interno da Câmara que permitiria que deputados licenciados reassumissem seus mandatos mesmo fora do País. Essa mudança, se aprovada, beneficiaria os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP), que estão fora do Brasil alegando perseguição política. Zambelli, atualmente foragida do STF, informou que se encontra na Itália, enquanto Eduardo reside nos Estados Unidos e é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal.
O inquérito investiga supostos crimes de coação e obstrução de investigação, além de ações que visam sancionar integrantes do STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes. A proposta de Evair surge em um contexto de crescente tensão entre parlamentares e a ministra do Meio Ambiente, que já enfrentou ataques verbais de outros políticos, incluindo um senador que expressou vontade de “enforcar” Marina Silva.
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