- A Fiscalía General de la República (FGR) do México investiga transferências de 97,6 milhões de pesos (aproximadamente 5,2 milhões de dólares) de uma empresa fachada, Prestadora de Servicios Murata, S.A. de C.V., para a corretora Vector.
- A corretora é acusada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de facilitar a lavagem de ativos do narcotráfico, especialmente para o Cartel de Sinaloa.
- As transferências ocorreram em 53 transações entre janeiro e julho de 2017 e foram encaminhadas à Fiscalía Especializada en Materia de Delincuencia Organizada (FEMDO).
- O Tesouro dos EUA revelou que um funcionário do Cartel de Sinaloa lavou 2 milhões de dólares através da corretora entre 2013 e 2021.
- A investigação busca desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro que envolve corrupção e fragilidade nas instituições financeiras do país.
A Fiscalía General de la República (FGR) do México iniciou uma investigação sobre transferências de 97,6 milhões de pesos (aproximadamente 5,2 milhões de dólares) de uma empresa fachada, Prestadora de Servicios Murata, S.A. de C.V., para a corretora Vector. A corretora é acusada pelo Departamento do Tesouro dos EUA de facilitar a lavagem de ativos do narcotráfico, especialmente para o Cartel de Sinaloa.
As transferências ocorreram em 53 transações entre janeiro e julho de 2017. A FGR, sob a liderança de Alejandro Gertz, encaminhou o caso à Fiscalía Especializada en Materia de Delincuencia Organizada (FEMDO). A corretora Vector, que não se manifestou sobre a investigação, é acusada de ter um papel crucial na lavagem de dinheiro para cartéis mexicanos, incluindo o Cartel de Sinaloa e o Cartel del Golfo.
Acusações e Conexões
O Tesouro dos EUA revelou que entre 2013 e 2021, um funcionário do Cartel de Sinaloa lavou 2 milhões de dólares através da corretora. Além disso, a Vector teria facilitado pagamentos por precursores de fentanilo provenientes da China. O Cartel de Sinaloa é o principal produtor dessa droga, que tem causado milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos.
A empresa Murata, considerada uma “empresa fantasma” pelo Serviço de Administração Tributária (SAT), foi criada por um membro da família Ferrari, ligada ao Cartel de Sinaloa. A FGR identificou Murata como parte de uma rede de lavagem de dinheiro que utilizava diversas empresas para ocultar suas operações.
Repercussões e Denúncias
A pressão do governo dos EUA levou a uma denúncia formal contra Vector e Murata por delinquência organizada, defraudação fiscal e lavagem de dinheiro. Provas foram apresentadas, incluindo faturas que confirmam as transações. A investigação destaca a complexidade das operações de lavagem de dinheiro no México, envolvendo instituições financeiras e conexões políticas.
Além do Cartel de Sinaloa, a Murata também recebeu pagamentos de instituições governamentais, totalizando 301 milhões de pesos, com a maioria proveniente do Estado de Novo León. A empresa, que alegava atuar no setor militar, foi contratada para serviços não relacionados, como workshops sobre acidentes e alcoolismo.
A investigação da FGR e da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) busca desmantelar essa rede criminosa, que se aproveita da corrupção e da fragilidade das instituições financeiras no país.
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