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Lula atribui queda no desempenho universitário a cortes de Temer e Bolsonaro

Lula propõe orçamento fixo para universidades e critica cortes anteriores que prejudicaram o desempenho acadêmico no exterior.

Lula, Bolsonaro e Temer (Foto: Montagem)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, responsabilizou os ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro pela queda no desempenho das universidades brasileiras em rankings internacionais.
  • Lula afirmou que a deterioração da educação superior é resultado da falta de investimentos nas gestões anteriores.
  • Segundo o Centro para Rankings Universitários Mundiais, 46 das 53 universidades analisadas apresentaram queda.
  • O Ministério da Educação está elaborando um projeto de lei para estabelecer um orçamento fixo para universidades e institutos federais, com metas de desempenho a serem discutidas.
  • A proposta surge em um contexto de restrições fiscais, com mais de 90% do orçamento comprometido e cortes já realizados em diversas áreas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou os ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) pela queda no desempenho das universidades brasileiras em rankings internacionais. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, Lula afirmou que a deterioração da educação superior é consequência da falta de investimentos durante as gestões anteriores. Ele destacou que 46 das 53 universidades brasileiras analisadas pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) apresentaram queda.

Lula mencionou que o país passou por um “vendaval” nos últimos anos, referindo-se aos cortes orçamentários que afetaram as instituições de ensino. O presidente criticou a gestão de Bolsonaro, afirmando que ela não apenas destruiu as universidades, mas também não fez nada para apoiá-las. O Ministério da Educação (MEC) está elaborando um projeto de lei que visa estabelecer um orçamento fixo para universidades e institutos federais, com metas de desempenho a serem discutidas com as instituições.

A proposta surge em um contexto de restrições fiscais, onde mais de 90% do orçamento já está comprometido com despesas obrigatórias. A escassez de recursos impacta não apenas as universidades, mas também serviços essenciais, como o INSS e agências reguladoras. Neste ano, o governo já congelou R$ 31,3 bilhões em despesas, representando 14,1% das verbas discricionárias, o que pode aumentar diante do cenário fiscal desafiador. As agências reguladoras, por exemplo, enfrentaram cortes médios de 25% em seus orçamentos, intensificando a crise que já se instalou nos últimos anos.

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