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Lula propõe acordo com STF para avançar na PEC da Segurança e marco temporal

Lula propõe acordo no STF sobre demarcação de terras indígenas e sugere compra de áreas para evitar conflitos entre povos originários e agronegócio.

O presidente Lula defende um acordo para o marco temporal em demarcações de terras indígenas (Foto: Wilton Junior / Estadão)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação de terras indígenas.
  • Ele afirmou que o governo está disposto a comprar terras para garantir a demarcação, se necessário.
  • Lula destacou a importância de evitar conflitos entre indígenas e trabalhadores rurais, afirmando que não quer “pobre brigando com pobre”.
  • O ministro Gilmar Mendes, do STF, está mediando discussões entre representantes do agronegócio, povos indígenas e o Poder Executivo.
  • Lula também mencionou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre segurança pública, que visa aumentar a participação do governo federal no combate à criminalidade.

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à TV Bahia nesta quarta-feira, 2, defendeu um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação de terras indígenas. Ele afirmou que o governo está disposto a comprar terras para garantir a demarcação, caso necessário. A declaração surge em meio a tensões entre o agronegócio e os povos indígenas, especialmente em relação à proposta de um marco temporal que limita a demarcação a áreas ocupadas até 1988.

Lula destacou a importância de evitar conflitos entre indígenas e trabalhadores rurais, afirmando que não quer “pobre brigando com pobre”. O ministro Gilmar Mendes, do STF, tem mediado discussões entre representantes do agronegócio, povos originários e o Poder Executivo. O projeto que estabelece o marco temporal está atualmente sob análise judicial.

Proposta de Emenda à Constituição

Além da questão das terras indígenas, Lula também mencionou a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre segurança pública. Ele ressaltou que a PEC permitirá uma participação mais ativa do governo federal no combate à criminalidade, uma vez que a Constituição atual atribui a maior parte das responsabilidades de segurança aos governadores.

O presidente caracterizou o crime organizado como “uma indústria multinacional” com influência em diversas esferas, incluindo o Judiciário e a política. A PEC, elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, já foi enviada ao Congresso e enfrenta resistência, especialmente de governadores de direita, como Ronaldo Caiado, de Goiás, que critica a proposta por interferir na autonomia dos Estados.

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