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Motta ignora apoio de Gleisi e desconsidera aliados na crise do IOF

Governo busca diálogo após desentendimento com Hugo Motta, que votou sem avisar Gleisi Hoffmann sobre a derrubada do IOF.

Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara (Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados)
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  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, votou a favor da derrubada das novas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), gerando desconforto no governo.
  • A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ficou irritada ao saber da decisão pelas redes sociais, sem ser informada previamente.
  • A comunicação entre Gleisi e Motta se restringiu a emissários após a votação, e a ministra não obteve resposta ao tentar contatá-lo.
  • O líder do governo na Câmara, José Guimarães, informou Motta sobre a intenção do Planalto de questionar a votação no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • O governo planeja retomar o diálogo após a crise, mas a comunicação direta entre Gleisi e Motta ainda não foi restabelecida.

Ao decidir votar a favor da derrubada das novas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), causou desconforto no governo. A relação amistosa entre Motta e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se deteriorou após a votação, que ocorreu sem que ela fosse informada.

Gleisi, que havia sido uma das principais apoiadoras de Motta em sua eleição, ficou irritada ao saber da decisão pelas redes sociais. Desde a aprovação da medida, a comunicação entre eles se restringiu a emissários. A ministra tentou contatar Motta, mas não obteve resposta. A situação se agravou quando o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), informou Motta sobre a intenção do Planalto de questionar a votação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Relações em Crise

A relação entre Gleisi e Motta, que antes era marcada por diálogo constante, agora enfrenta tensões. Aliados de Motta afirmam que ele “desconsiderou” a ministra ao pautar a votação sem consultá-la. A insatisfação é palpável entre os petistas, que expressam remorso por terem apoiado o deputado na presidência da Câmara. Eles acreditam que outros candidatos teriam se comprometido a apoiar as pautas do governo.

O Planalto, embora evite usar o termo “traição”, admite que houve uma quebra de acordo. A ministra ficou incomodada ao saber da votação sem aviso prévio, o que contradiz os entendimentos anteriores entre ela e Motta. O governo planeja buscar um diálogo para resolver a crise, mas a comunicação direta ainda não foi restabelecida.

Próximos Passos

Com Brasília esvaziada devido a compromissos internacionais, o governo deve aguardar a “poeira baixar” antes de retomar as conversas. Na próxima semana, Gleisi e outros ministros devem se reunir com lideranças parlamentares para evitar uma escalada no conflito. A disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dialogar depende da iniciativa dos presidentes das Casas, que, segundo fontes, estão distantes do Executivo.

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