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STF pune líder bolsonarista por envolvimento nos atos de 8 de janeiro

Diego Dias Ventura, líder dos ataques de janeiro, é condenado a 14 anos de prisão e R$ 30 milhões em indenizações por danos morais.

Diego Ventura participou dos atos terroristas (Foto: Reprodução)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Diego Dias Ventura a 14 anos de prisão por sua liderança nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
  • Ventura foi responsabilizado por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada.
  • Além da pena de prisão, ele deve pagar R$ 30 milhões em indenização por danos morais, valor que será dividido entre os condenados.
  • O bolsonarista foi alvo da Operação Lesa Pátria, realizada pela Polícia Federal em julho de 2023.
  • Ventura já havia sido detido em 24 de dezembro de 2022, quando tentava acessar o STF com outros apoiadores de Jair Bolsonaro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta segunda-feira, Diego Dias Ventura a 14 anos de prisão por sua participação nos ataques antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Ventura, identificado como um dos líderes do acampamento em frente ao quartel do Exército em Brasília, foi responsabilizado por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio público tombado e associação criminosa armada.

Além da pena de prisão, Ventura terá que pagar uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais, valor que será dividido entre os demais condenados pelo episódio. O bolsonarista foi alvo da Operação Lesa Pátria, realizada pela Polícia Federal em julho de 2023. Antes de sua condenação, ele já havia sido detido em 24 de dezembro de 2022, quando tentava acessar o STF com outros apoiadores de Jair Bolsonaro. Na ocasião, a Polícia Militar apreendeu com o grupo estilingues, uma faca e rádios comunicadores.

Atividades nas Redes Sociais

Diego Ventura era ativo nas redes sociais e participava da Associação Brasileira de Patriotas, além de administrar grupos de apoio ao ex-presidente no Telegram. Após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, ele se uniu a outros apoiadores em um acampamento que se tornou um foco de protestos. Em gravações do dia dos ataques, Ventura foi visto nas dependências do STF, evidenciando sua participação nos eventos que abalaram a democracia brasileira.

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