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Coreia do Sul altera regras da lei marcial após crise política

Legisladores sul-coreanos aprovam emenda para impedir obstrução de entrada no Parlamento e proibir forças militares sem autorização.

Lee Jae Myung foi eleito presidente em uma eleição antecipada após a crise da lei marcial (Foto: Getty Images)
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  • Legisladores sul-coreanos aprovaram emenda que proíbe a obstrução da entrada no Parlamento.
  • A medida visa impedir a entrada de forças militares e policiais sem autorização.
  • A decisão foi tomada após a declaração de lei marcial pelo ex-presidente Yoon Suk Yeol em dezembro de 2024, que gerou uma crise política.
  • Yoon alegou que a lei marcial era necessária para combater forças “anti-estatais”, mas não apresentou evidências.
  • A crise resultou no impeachment de Yoon e na vitória do opositor Lee Jae Myung, que busca um diálogo mais construtivo com a Coreia do Norte.

South Korean lawmakers have approved a significant amendment to the rules governing martial law, aiming to prevent any obstruction of lawmakers entering the National Assembly. This decision surge follows the controversial martial law declaration by former President Yoon Suk Yeol em dezembro de 2024, que resultou em uma crise política profunda. Durante a noite da declaração, forças militares se posicionaram em frente ao Parlamento, forçando os legisladores a escalar muros para derrubar a ordem de Yoon.

A nova emenda, aprovada na quinta-feira, também proíbe a entrada de militares e policiais na Assembleia Nacional sem a autorização do presidente da casa. Yoon havia declarado a lei marcial em resposta a uma série de problemas políticos, incluindo impasses no Parlamento e escândalos de corrupção. Ele alegou que a medida era necessária para proteger o país de forças “anti-estatais” que simpatizavam com a Coreia do Norte, mas não apresentou evidências concretas para sustentar suas afirmações.

Consequências Políticas

A crise resultante da declaração de Yoon levou à sua impeachment e remoção do cargo, além da detenção de altos funcionários de sua administração. O cenário político sul-coreano foi abalado, com o partido de Yoon, o People Power Party, enfrentando desordem interna. A eleição antecipada em junho resultou na vitória do opositor Lee Jae Myung, que agora busca melhorar as relações com a Coreia do Norte, em contraste com a postura rígida de seu antecessor.

Na quinta-feira, durante uma coletiva de imprensa em Seul, Lee destacou que sua administração está comprometida em buscar um diálogo mais construtivo com o regime comunista. A divisão política no país permanece intensa, evidenciada pelo boicote do partido de Yoon à votação da indicação do novo primeiro-ministro, que foi aprovada pelo Parlamento.

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