- A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito emitiu uma carta de repúdio às declarações do deputado federal Gilberto Nascimento (PSD/SP).
- Nascimento criticou o governo de Lula e defendeu a anistia a réus dos atos de 8 de janeiro, afirmando que muitos não causaram danos ao patrimônio.
- A Frente destacou que a fala do deputado ignora a diversidade de opiniões entre os evangélicos e considera sua visão equivocada.
- A carta condena a normalização dos atos golpistas de 8 de janeiro, ressaltando a existência de provas documentais que evidenciam a tentativa de ruptura da ordem democrática.
- A Frente reafirma seu compromisso com a democracia e os direitos humanos, rejeitando o uso da fé para manipulação política.
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito emitiu uma carta de repúdio, nesta quinta-feira, 3, às declarações do deputado federal Gilberto Nascimento (PSD/SP). O parlamentar criticou o governo de Lula, afirmando que este não representa os valores evangélicos. A Frente, que defende a pluralidade dentro das igrejas, considera que a fala de Nascimento ignora a diversidade de opiniões entre os evangélicos.
Na entrevista à revista VEJA, Nascimento afirmou que a agenda da esquerda é incompatível com o pensamento evangélico e defendeu a anistia a réus dos atos de 8 de janeiro, alegando que muitos não causaram danos ao patrimônio. Para a Frente, essa visão é equivocada e desconsidera a luta por justiça social e dignidade humana que muitos evangélicos promovem.
A carta critica a tentativa de normalizar os atos golpistas de 8 de janeiro, destacando que há provas documentais e imagens que evidenciam a tentativa de ruptura da ordem democrática. Além disso, a Frente questiona a afirmação de que Jair Bolsonaro não cometeu crimes, lembrando que o ex-presidente está sob investigação do Supremo Tribunal Federal e outras instituições.
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito reafirma seu compromisso com a democracia e os direitos humanos, rejeitando o uso da fé como ferramenta de manipulação política. O texto conclui que a fé evangélica deve ser um sinal de esperança e justiça, não de autoritarismo ou exclusão.
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