- O governo teve seu decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anulado pelo Congresso, em uma tentativa de cobrir o buraco orçamentário de 2025.
- Em resposta, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão.
- A retórica do governo se intensificou, chamando o Congresso de “inimigo do povo” e defendendo o aumento do IOF como uma medida de “justiça tributária”.
- Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) mostram que as famílias de baixa renda são as mais afetadas por aumentos no custo do crédito.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que o aumento do IOF é necessário para cumprir a meta fiscal de 2026, apesar da narrativa de que o imposto impactaria apenas os mais ricos.
Após uma significativa derrota no Congresso, o governo viu seu decreto que aumentava o IOF anulado, uma tentativa de cobrir o buraco orçamentário de 2025. Em resposta, recorreu ao STF para reverter a decisão, buscando uma solução judicial para a crise.
A retórica do governo se intensificou, rotulando o Congresso como “inimigo do povo”. Essa abordagem é vista como arriscada, especialmente por aqueles que se apresentaram como defensores da democracia nas últimas eleições. O aumento do IOF foi defendido como uma medida de “justiça tributária”, com a alegação de que apenas os mais ricos seriam impactados.
Entretanto, dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) revelam que as famílias de baixa renda são as mais afetadas por aumentos no custo do crédito. Em novembro do ano passado, 81% das famílias com renda de 0 a 3 salários-mínimos estavam endividadas, enquanto apenas 67% das famílias com renda acima de 10 salários-mínimos enfrentavam a mesma situação. A inadimplência entre os mais pobres chega a 37%, comparado a 15% entre os mais ricos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, argumenta que o aumento do IOF é necessário para cumprir a meta fiscal de 2026 e que o governo nunca se afastou do diálogo. Contudo, a narrativa de que o imposto recai mais sobre os ricos não se sustenta diante da realidade dos dados. O cenário atual evidencia uma campanha política em vista das eleições de 2026, enquanto questões fiscais permanecem sem solução.
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