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Japão impõe mudança de nome após casamento e afeta cientistas mulheres

Proposta para mudança na lei do sobrenome no Japão avança após pesquisa evidenciar impacto negativo na carreira de acadêmicos.

Casais casados no Japão são obrigados por lei a compartilhar o mesmo sobrenome. (Foto: kyonntra/Getty)
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  • No Japão, a legislação exige que casais casados compartilhem o mesmo sobrenome, afetando principalmente as mulheres.
  • Uma pesquisa com mais de 7.500 acadêmicos mostrou que essa regra causa confusão em patentes e conferências.
  • A maioria das mulheres casadas, cerca de 95%, adota o sobrenome do marido, enquanto apenas 5% dos homens fazem o mesmo.
  • Propostas para mudar a lei estão em discussão no Parlamento japonês, permitindo que casais mantenham seus sobrenomes originais.
  • A pesquisa revelou que mais de 70% das mulheres que mudaram de nome ainda usam o sobrenome original em suas atividades profissionais.

No Japão, a legislação exige que casais casados compartilhem o mesmo sobrenome, uma prática que gera complicações, especialmente para mulheres. Uma pesquisa com mais de 7.500 acadêmicos revelou que essa regra impacta negativamente a vida profissional dos pesquisadores, causando confusão em patentes e conferências.

A pesquisa, apresentada em uma coletiva de imprensa em junho, destacou que a mudança de sobrenome gera desvantagens significativas. Misa Shimuta, pesquisadora de neurociência da Escola de Medicina Jikei, enfatizou que a adoção do sobrenome do marido é uma prática comum, afetando 95% das mulheres casadas no Japão. Apenas 5% dos homens mudam seus sobrenomes após o casamento.

A proposta de alteração da lei, que está em discussão no Parlamento japonês, visa permitir que casais mantenham seus sobrenomes originais. A mudança é apoiada por associações acadêmicas que buscam promover a igualdade de gênero. Noriko Sato, pesquisadora da Universidade de Kyushu, liderou a pesquisa que revelou que mais de 70% das mulheres que mudaram de nome continuam a usar o sobrenome original em suas atividades profissionais.

Dificuldades práticas também foram relatadas. Kyoko Ohno-Matsui, oftalmologista, mencionou que a discrepância entre seu nome legal e o nome profissional causa problemas em conferências internacionais, dificultando seu registro em hotéis. A discussão sobre a mudança na legislação continua, com a expectativa de que uma decisão seja tomada ainda este ano.

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