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Justiça exige explicações de Ibama e Petrobras sobre ação na foz do Amazonas

Justiça Federal exige justificativas de Petrobras e Ibama sobre exploração na Bacia da Foz do Amazonas em meio a ação do MPF.

Navio-sonda da Petrobras explorando petróleo na Bacia Potiguar, na margem equatorial brasileira, próximo à costa do Rio Grande do Norte (Foto: Petrobras/Divulgação)
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  • A Justiça Federal no Amapá deu um prazo de 72 horas para que a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) justifiquem a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.
  • A decisão foi tomada em resposta a uma ação civil do Ministério Público Federal (MPF), que busca anular a aprovação do plano de proteção à fauna que permitiu o licenciamento ambiental.
  • A Petrobras planeja iniciar simulações de emergência em julho, exigidas pelo Ibama, para autorizar a perfuração no litoral amazônico.
  • O MPF argumenta que não foram realizados estudos adequados sobre os impactos ambientais e sociais da atividade na região e pede a suspensão do licenciamento até que novos estudos sejam apresentados.
  • Até a última quinta-feira, tanto o Ibama quanto a Petrobras não haviam se manifestado sobre a intimação judicial.

A Justiça Federal no Amapá concedeu um prazo de 72 horas para que a Petrobras e o Ibama apresentem justificativas sobre a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. A decisão ocorre em meio a uma ação civil do Ministério Público Federal (MPF) que busca anular a aprovação do plano de proteção à fauna, permitindo o avanço do licenciamento ambiental.

A Petrobras planeja iniciar, em julho, simulações de emergência exigidas pelo Ibama para autorizar a perfuração no litoral amazônico. A intimação judicial foi publicada na última quarta-feira, 2. O MPF argumenta que a decisão do Ibama não considerou estudos adequados sobre os impactos ambientais e sociais da atividade petrolífera na região.

Após receber a autorização do Ibama em maio, a Petrobras agendou para 14 de julho a Avaliação Pré-Operacional (APO), etapa final necessária para a perfuração no Bloco 59, localizado a cerca de 160 quilômetros da costa do Amapá. Durante essa fase, a estatal realizará simulações de vazamento de óleo para demonstrar sua capacidade de resposta a desastres ambientais.

Demandas do MPF

Os procuradores do MPF destacam que não foram realizadas a Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) e a consulta prévia às populações indígenas e tradicionais da área. Eles exigem a suspensão do licenciamento até que estudos mais abrangentes sejam apresentados.

Até a última quinta-feira, 3, tanto o Ibama quanto a Petrobras não haviam se manifestado sobre a intimação. No mês anterior, o MPF já havia tentado impedir o leilão de blocos de petróleo na margem equatorial brasileira, mas a Justiça não se manifestou a tempo, resultando na concessão de 19 lotes na Bacia da Foz do Amazonas em 17 de junho.

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