- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou da cúpula do Mercosul em Buenos Aires, em três de julho de dois mil e vinte e cinco.
- Lula defendeu a integração comercial, a luta contra o crime organizado e a transição energética.
- Ele anunciou metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre cinquenta e nove por cento e sessenta e sete por cento até dois mil e trinta e cinco.
- O presidente da Argentina, Javier Milei, propôs flexibilizar as regras do Mercosul para facilitar novos tratados comerciais.
- Lula destacou a importância de estreitar laços com países asiáticos e mencionou negociações com a União Europeia, Canadá e Emirados Árabes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cúpula do Mercosul em Buenos Aires, nesta quinta-feira, 3, em um ambiente de tensões com o presidente argentino, Javier Milei. Durante o evento, Lula defendeu a integração comercial e a luta conjunta contra o crime organizado e as mudanças climáticas.
Lula anunciou que, ao assumir a presidência do bloco até o final do ano, o Brasil buscará avanços em acordos nos setores automotivo e açucareiro. Ele também propôs reativar o fórum empresarial e apoiar pequenas empresas, além de finalizar o acordo comercial com a União Europeia.
Milei, que deixou a presidência temporária do Mercosul, defendeu a flexibilização das regras do bloco para facilitar novos tratados comerciais. O presidente argentino afirmou que a Argentina não pode esperar e que o país seguirá um caminho de liberdade.
Acordos Comerciais e Colaboração Regional
Lula expressou otimismo em relação à assinatura do acordo UE-Mercosul e mencionou negociações com países como Canadá e Emirados Árabes. Ele destacou a importância de estreitar laços com nações asiáticas, como Japão e China, para fortalecer a participação do Mercosul nas cadeias globais de valor.
O enfrentamento das mudanças climáticas foi um dos pilares do discurso de Lula. Ele comprometeu-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035 e ressaltou que a América do Sul possui matrizes energéticas mais limpas. O presidente também enfatizou que as consequências do aquecimento global já são visíveis na região.
Combate ao Crime Organizado e Inovação
Lula abordou a necessidade de uma ação coordenada contra o crime organizado, afirmando que grupos criminosos ameaçam a autoridade do Estado. Ele propôs mobilizar o Mercosul para aprimorar a colaboração entre os países na luta contra essas organizações.
Além disso, o presidente defendeu a criação de um sistema de pagamento em moedas locais para facilitar transações digitais dentro do Mercosul. Ele mencionou a conclusão da Rota Bioceânica, que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, reduzindo o tempo de viagem até a Ásia. Lula também destacou a importância de trazer centros de dados para a América do Sul, considerando isso uma questão de soberania digital.
Entre na conversa da comunidade