- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em sua prisão domiciliar em Buenos Aires, no dia três de julho.
- O encontro ocorreu após a cúpula do Mercosul e durou cerca de uma hora.
- Lula expressou apoio à inocência de Kirchner, que cumpre pena de seis anos por corrupção.
- Durante a visita, Lula segurou um cartaz com a frase “Cristina Livre” e não se manifestou politicamente, apesar da presença de apoiadores do kirchnerismo do lado de fora.
- Após o encontro, Lula se reuniu com o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, que defendeu a inocência de Kirchner e criticou a prática de “lawfare” na América Latina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a ex-presidente argentina Cristina Kirchner em sua prisão domiciliar, em Buenos Aires, nesta quinta-feira, 3. O encontro ocorreu após a cúpula do Mercosul e durou cerca de uma hora. Lula expressou apoio à inocência de Kirchner, que cumpre pena de seis anos por corrupção.
Durante a visita, Lula foi fotografado segurando um cartaz com a frase “Cristina Livre”. O advogado de Kirchner, Carlos Alberto Beraldi, havia solicitado autorização judicial para a visita, que foi concedida. Apesar da presença de apoiadores do kirchnerismo do lado de fora, Lula optou por não se manifestar politicamente.
Cristina Kirchner, de 72 anos, enfrenta uma proibição perpétua de exercer cargos públicos. Sua condenação foi confirmada após ela anunciar sua candidatura a legisladora pela província de Buenos Aires. O advogado de Kirchner informou que, caso a Justiça não revogue o benefício, ela poderá cumprir os próximos seis anos sob medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Apoio e Solidariedade
Lula, que já havia demonstrado solidariedade a Kirchner em outras ocasiões, reafirmou sua crença na inocência da ex-presidente. Em um tuíte anterior, ele havia expressado apoio, mas evitou comentar sobre o processo judicial. A visita não se transformou em ato político, embora militantes tenham pedido que Lula se manifestasse.
Após o encontro com Kirchner, Lula se reuniu com o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel. O ativista defendeu a inocência de Cristina e criticou a prática de “lawfare” na América Latina, que, segundo ele, ameaça as democracias da região. A visita de Lula destaca a relação entre os dois líderes e as tensões políticas atuais na Argentina.
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