- Kassim Majaliwa, primeiro-ministro da Tanzânia desde 2015, anunciou que não buscará reeleição nas próximas eleições parlamentares.
- A decisão foi divulgada na quarta-feira e surpreendeu muitos, já que ele havia manifestado intenção de se candidatar novamente.
- Majaliwa, de 64 anos, afirmou que sua escolha foi guiada por Deus e que é hora de dar espaço a outros.
- Sua saída, junto com a aposentadoria do vice-presidente Philip Mpango, pode indicar uma luta pelo poder dentro do partido governante, o Chama Cha Mapinduzi (CCM).
- Majaliwa continuará atuando como oficial sênior do CCM e apoiará a candidatura presidencial de Samia Suluhu Hassan, que busca consolidar seu controle sobre o partido.
Kassim Majaliwa, primeiro-ministro da Tanzânia desde 2015, anunciou que não buscará reeleição nas próximas eleições parlamentares. A decisão, divulgada na quarta-feira, surpreendeu muitos, já que ele havia manifestado anteriormente a intenção de se candidatar novamente.
O político de 64 anos, que representa a região costeira de Ruangwa desde 2010, afirmou que sua escolha foi guiada por Deus e que é hora de dar espaço a outros. Majaliwa, visto como um possível sucessor do falecido presidente John Magufuli, tem sido uma figura influente no partido governante, o Chama Cha Mapinduzi (CCM), que está sob a presidência de Samia Suluhu Hassan.
Mudanças no cenário político
A decisão de Majaliwa ocorre em um momento de especulação sobre uma possível luta pelo poder dentro do CCM. Sua retirada, junto com a saída do vice-presidente Philip Mpango, que anunciou sua aposentadoria em maio, pode permitir que Samia consolide seu controle sobre o partido e prepare sua liderança para um segundo mandato.
Majaliwa, que foi elogiado por garantir uma transição política tranquila após a morte de Magufuli, continuará a atuar como um oficial sênior do CCM e apoiará a candidatura presidencial de Samia. A Tanzânia se prepara para eleições parlamentares e presidenciais, com o CCM esperado para manter o poder.
Contexto eleitoral
A oposição, representada pelo partido Chadema, enfrenta dificuldades, incluindo a proibição por não assinar um código de ética, enquanto busca reformas eleitorais. Apesar de inicialmente receber elogios por relaxar as restrições à oposição e à mídia, o governo de Samia tem sido criticado por grupos de direitos humanos por uma suposta repressão renovada.
A situação política na Tanzânia continua a evoluir, com a expectativa de que as eleições tragam novos desafios e mudanças significativas no cenário governamental.
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