- Jessica Stern, exembajadora especial para os direitos LGTBIQ+ dos Estados Unidos, falou sobre a crescente polarização contra essa comunidade durante a cúpula da ONU em Sevilla.
- Ela destacou que a homossexualidade é criminalizada em sessenta países, o que representa um retrocesso significativo.
- Stern alertou sobre a atuação de grupos de direita, bem financiados, que promovem discriminação e desinformação, expandindo suas ações para a Europa e o Leste da África.
- A exembajadora criticou as políticas do governo de Donald Trump, que, segundo ela, alimentaram a violência contra a comunidade LGTBIQ+.
- Stern elogiou a manifestação em Hungria, onde trezentas mil pessoas se reuniram em apoio aos direitos LGTBIQ+, desafiando a repressão do governo.
Jessica Stern, exembajadora especial para os direitos LGTBIQ+ dos EUA, destacou a crescente polarização e a oposição organizada contra essa comunidade durante a cúpula da ONU em Sevilla. Stern, que atuou até janeiro de 2023, enfatizou que a homossexualidade é criminalizada em 60 países, um retrocesso preocupante em um cenário que parecia avançar.
A exembajadora, que é professora na Universidade de Harvard, alertou que a discriminação e a violência contra a comunidade LGTBIQ+ estão presentes em todos os países. Nos últimos cinco anos, uma reação negativa tem se intensificado, em parte devido ao sucesso dos ativistas. Stern apontou que uma rede de grupos de direita, bem financiados, está promovendo o ódio e a desinformação contra a comunidade, utilizando mitos e estereótipos prejudiciais.
Stern também mencionou que muitos desses grupos recebem financiamento de organizações radicais da direita americana e estão se expandindo para a Europa Oriental e Ocidental, além do Leste da África. Ela destacou que a homofobia e a transfobia não conhecem fronteiras, e a coordenação entre esses grupos tem se tornado mais evidente, com legislações anti-LGTBIQ+ sendo copiadas de um país para outro.
A exembajadora criticou o governo de Donald Trump, afirmando que suas políticas têm alimentado a discriminação e a violência contra a comunidade LGTBIQ+. Stern relatou ter recebido ameaças, refletindo a vulnerabilidade que muitos enfrentam. Ela também elogiou a manifestação em Hungria, onde 300 mil pessoas se reuniram em apoio aos direitos LGTBIQ+, desafiando a repressão do governo de Viktor Orbán.
Stern concluiu que a luta pelos direitos LGTBIQ+ é uma questão de direitos humanos e que a discriminação não deve ser tolerada em nenhuma forma. A exembajadora reafirmou a importância de continuar a luta pela igualdade, ressaltando que a segurança e os direitos da comunidade LGTBIQ+ são fundamentais para a sociedade como um todo.
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