- O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) enfrenta uma crise interna após a prisão de Santos Cerdán, ex-secretário de Organização, por corrupção.
- O presidente do partido, Pedro Sánchez, autorizou a saída de membros próximos a Cerdán, como Juan Francisco Serrano e Javier Cendón.
- A remodelação da direção será aprovada em um comitê federal no próximo sábado.
- Sánchez se reunirá com feministas do partido para discutir medidas contra o uso da prostituição, em resposta a escândalos recentes.
- O objetivo é revisar o código ético do PSOE e implementar ações para expulsar membros envolvidos com a prostituição.
O PSOE passa por uma crise interna após a prisão de Santos Cerdán, ex-secretário de Organização, acusado de envolvimento em uma suposta trama de corrupção. O presidente do partido, Pedro Sánchez, autorizou uma remodelação na direção, que inclui a saída de membros próximos a Cerdán, como Juan Francisco Serrano e Javier Cendón.
A mudança ocorre dias antes do comitê federal convocado para discutir a situação. Cerdán foi preso na segunda-feira, e sua saída provocou uma onda de críticas e pedidos de renovação na liderança do partido. A remodelação será aprovada no próximo sábado, conforme fontes consultadas.
Sánchez se reuniu com María Jesús Montero, vice-presidente do governo e do PSOE, para discutir as primeiras medidas a serem tomadas. O presidente tem se preparado para um discurso importante, onde deverá explicar as falhas nos controles internos e as razões para ter confiado em Cerdán até o último momento. A expectativa é que ele apresente soluções para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.
Medidas contra a Prostituição
Além da remodelação, Sánchez convocou uma reunião com feministas do partido para discutir ações contra o uso da prostituição, em resposta a escândalos recentes envolvendo gravações de José Luis Ábalos e Koldo García. O objetivo é revisar o código ético do PSOE, visando a expulsão de qualquer membro que utilize a prostituição, uma proposta que busca ser implementada em todo o país.
A crise não se limita à corrupção, mas também ao desgaste causado por essas revelações. O presidente pretende abordar as medidas em uma reunião fechada com líderes feministas, incluindo deputadas e senadoras, para discutir a resposta do partido a esses desafios.
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