- A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um megabill de impostos e gastos com um voto de 219 a 213.
- O projeto inclui a extensão das reduções fiscais de 2017 e cortes em programas sociais.
- O Senado fez alterações, como cortes mais profundos no Medicaid e um aumento do limite da dívida para $ 5 trilhões.
- O custo total do projeto é estimado em $ 3,4 trilhões, podendo aumentar os déficits federais em $ 3,3 trilhões na próxima década.
- A expectativa é que o projeto siga para a assinatura do presidente até 4 de julho.
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um megabill de impostos e gastos, com um voto apertado de 219 a 213, nesta quinta-feira (3). O projeto, que avança a agenda fiscal do presidente Donald Trump, inclui a extensão das reduções fiscais de 2017 e cortes em programas sociais.
Após intensas negociações, os republicanos conseguiram unir suas fileiras, apesar de algumas dissidências internas. O presidente da Câmara, Mike Johnson, destacou que a votação era um sinal positivo para a aprovação final da legislação. O debate sobre o projeto começou imediatamente após a votação, com uma decisão final esperada para breve.
O Senado já havia feito alterações significativas no pacote, incluindo cortes mais profundos no Medicaid e um aumento do limite da dívida para US$ 5 trilhões, superando a proposta inicial da Câmara de US$ 4 trilhões. Essas mudanças geraram preocupações entre alguns membros da Câmara, mas a liderança optou por não introduzir novas modificações.
Os republicanos enfrentam resistência de conservadores preocupados com os custos e moderados de distritos indecisos. O custo total do projeto é estimado em US$ 3,4 trilhões, o que pode aumentar os déficits federais em US$ 3,3 trilhões na próxima década, segundo a CBO (Escritório de Orçamento do Congresso).
A proposta também inclui cortes significativos em programas sociais, como o Medicaid, e investimentos em segurança nas fronteiras. A aprovação do megabill representa uma vitória para Trump, que busca consolidar sua agenda fiscal em seu segundo mandato. A expectativa é que o projeto siga para a assinatura do presidente, que deseja sancioná-lo até o 4 de julho.
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