- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
- Ele violou a confidencialidade de sua delação premiada ao fazer comentários em um perfil no Instagram.
- Cid criticou a Polícia Federal e questionou a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.
- O advogado Luiz Eduardo Kuntz entregou mensagens que comprovam a utilização do perfil ‘gabrielar702’ por Cid, que nega a autoria da conta.
- O STF convocou Cid, seu advogado e outros para depor sobre possíveis obstruções à Justiça.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está enfrentando um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado a uma suposta tentativa de golpe de Estado. Recentemente, Cid violou a confidencialidade de sua delação premiada ao fazer comentários em um perfil no Instagram, o que resultou na convocação de seu advogado e outros envolvidos para depor sobre possíveis obstruções à Justiça.
Cid utilizou o Instagram para criticar a Polícia Federal, alegando distorções em seus depoimentos e questionando a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso. As mensagens trocadas no perfil revelaram que o militar não apenas quebrou o sigilo de sua colaboração, mas também desobedeceu ordens judiciais que o proibiam de usar redes sociais. Essa desobediência pode levar ao rompimento do acordo de delação e até à prisão.
O advogado Luiz Eduardo Kuntz, que se apresentou como interlocutor de Cid, entregou ao STF mensagens que comprovam a utilização do perfil ‘gabrielar702’ pelo tenente-coronel. Cid, por sua vez, negou a autoria da conta e acusou Kuntz e outros advogados de tentativas de coação contra sua família. O impasse levou Moraes a determinar que os envolvidos prestassem depoimento para investigar possíveis obstruções à Justiça.
As investigações revelaram que o perfil no Instagram foi criado a partir de um e-mail pertencente a Cid, e o número de celular vinculado à conta é o mesmo do ex-ajudante de ordens. Além disso, a localização do computador que acessou o perfil foi identificada como sendo em Brasília, onde Cid reside. A defesa de Bolsonaro solicitou que essas informações fossem anexadas ao processo, mas Moraes negou o pedido, afirmando que o tribunal analisará o caso no momento apropriado.
Entre na conversa da comunidade