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Chefe da PRF defende a instituição e destaca papel do policial na sociedade

Fernando Oliveira propõe ampliar as funções da PRF e reforçar a formação em direitos humanos para combater a politização da corporação.

Fernando Oliveira (Foto: Cláudio Reis/.)
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  • Fernando Oliveira assumiu a direção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) após a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
  • Ele defende a ampliação das atribuições da PRF, incluindo a fiscalização de ferrovias e o combate ao tráfico de drogas em rios.
  • Oliveira critica a politização da PRF e enfatiza a importância de respeitar os direitos humanos na atuação policial.
  • O diretor-geral promete a implementação de câmeras corporais para os agentes, visando aumentar a transparência e proteger cidadãos e policiais.
  • Ele destaca a necessidade de reformular a academia de formação da PRF e se distanciar da política partidária para restaurar a confiança na instituição.

Fernando Oliveira, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), assumiu o cargo em um período crítico, logo após a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. A PRF, acusada de politização e de interferência nas eleições, enfrenta desafios significativos em sua imagem e atuação.

Oliveira defende a ampliação das atribuições da PRF, incluindo a fiscalização de ferrovias e o combate ao tráfico de drogas em rios. Ele critica a visão de que a PRF é uma “polícia bolsonarista” e enfatiza a necessidade de uma abordagem mais integrada na segurança pública. O diretor destaca que a segurança não deve ser tratada como uma disputa entre corporações, mas sim como um esforço conjunto.

Em entrevista, Oliveira afirmou que a PRF precisa de uma presença mais ostensiva em todo o país. Ele mencionou que a PEC da Segurança, proposta pelo ministro da Justiça, é um passo importante, embora tenha recebido críticas por falta de medidas concretas. O diretor também ressaltou que a inteligência e a tecnologia são essenciais para a eficácia da corporação.

Desafios e Reformas

Oliveira reconhece que a PRF passou por um período de radicalização e que a politização da corporação precisa ser combatida. Ele acredita que a formação em direitos humanos é crucial para evitar abusos e garantir que a polícia atue dentro da legalidade. O diretor criticou a ideia de que o combate ao crime deve ser feito de forma violenta, afirmando que isso pode levar a um colapso nas instituições.

A implementação de câmeras corporais para os 13 mil agentes da PRF é uma de suas promessas, visando aumentar a transparência e proteger tanto os policiais quanto os cidadãos. No entanto, o processo de aquisição ainda está atrasado. Oliveira também se posicionou contra a ideia de que a PRF deve ser uma força repressiva, defendendo que a polícia deve ser vista como um órgão de proteção.

Polêmica e Imagem

A PRF, sob a gestão de Oliveira, enfrenta a sombra de seu antecessor, Silvinei Vasques, que está sendo processado por suposta participação em atividades golpistas. Oliveira afirmou que a transparência é fundamental para restaurar a confiança na instituição. Ele também comentou sobre a necessidade de reformular a academia de formação da PRF, que atualmente está localizada em Santa Catarina, um estado com forte presença da extrema direita.

O diretor-geral concluiu que a PRF deve se distanciar da política partidária e focar em sua missão de garantir a segurança nas rodovias. A mudança na cultura interna da corporação é um desafio, mas Oliveira acredita que é possível transformar a PRF em uma instituição respeitada e eficiente.

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