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Deputado do PL recebe autorização para visitar Braga Netto na prisão

Ministro Alexandre de Moraes permite visita do deputado Junio Amaral ao general Walter Braga Netto, preso por tentativa de golpe.

Braga Netto em interrogatório do STF (Foto: Reprodução/TV Justiça)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou a visita do deputado federal Junio Amaral ao general Walter Braga Netto.
  • Braga Netto está preso preventivamente na Vila Militar do Rio de Janeiro desde dezembro de 2022, investigado por sua suposta participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições.
  • A visita ocorrerá sob rigorosas normas de segurança, sem assessores, seguranças ou membros da imprensa.
  • Junio Amaral, amigo pessoal de Braga Netto, planejava a visita há meses e expressou respeito pelo general.
  • Braga Netto foi detido sob acusações de obstrução da Justiça, com indícios de envolvimento no planejamento e financiamento da tentativa de golpe.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta quarta-feira, 2, a visita do deputado federal Junio Amaral (PL-MG) ao general Walter Braga Netto, que está preso preventivamente na Vila Militar do Rio de Janeiro. Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente, foi detido em dezembro de 2022, investigado por sua suposta participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições.

A visita, que ainda não tem data marcada, ocorrerá sob rigorosas normas de segurança. O deputado, amigo pessoal de Braga Netto, afirmou que já planejava a visita há meses e expressou sua consideração pelo general. “Tenho um respeito muito grande por ele,” declarou Amaral ao Estadão. O encontro terá caráter estritamente pessoal, com proibição de assessores, seguranças e membros da imprensa.

Além disso, Junio Amaral não poderá levar dispositivos eletrônicos, como celulares ou câmeras, e está vedado o registro de imagens ou áudios durante a visita. A decisão de Moraes também incluiu a consulta prévia à defesa de Braga Netto, que não se opôs ao encontro.

Braga Netto foi preso em sua residência, em Copacabana, sob acusações de obstrução da Justiça. A prisão foi solicitada pela Polícia Federal e autorizada por Moraes, que destacou “fortes indícios” de que o general teve papel significativo no planejamento e financiamento da tentativa de golpe que visava manter Jair Bolsonaro no poder.

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