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Dilma Rousseff critica tarifas como instrumentos de subordinação política no Brics

Dilma Rousseff defende cooperação entre países do Sul Global para enfrentar sanções e promover infraestrutura verde durante encontro do NDB.

Cerimônia de abertura do 10º Encontro Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
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  • Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), destacou a importância da cooperação entre países do Sul Global durante o 10º encontro anual do NDB, realizado no Rio de Janeiro.
  • Ela afirmou que sanções e tarifas são ferramentas de subordinação política e que os países emergentes devem se unir para promover o desenvolvimento sustentável.
  • Rousseff mencionou a fragmentação do cenário global, com crises climáticas, econômicas e geopolíticas.
  • A presidente do NDB defendeu investimentos em infraestrutura verde e transações em moedas locais para reduzir a exposição à volatilidade externa.
  • O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades de países membros, reforçando a relevância do NDB no contexto atual.

Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), destacou a importância da cooperação entre países do Sul Global para enfrentar sanções e tarifas que atuam como “ferramentas de subordinação política”. A declaração foi feita durante a abertura do 10º encontro anual do NDB, realizado no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira.

Em seu discurso, Dilma enfatizou que os países emergentes devem unir esforços para promover o desenvolvimento sustentável. Ela observou que o cenário global está mais fragmentado e desigual, com crises climáticas, econômicas e geopolíticas se sobrepondo. A ex-presidente do Brasil ressaltou que o multilateralismo enfrenta desafios, com um aumento do unilateralismo.

O NDB, que reúne países como Brasil, Índia, China, África do Sul e Rússia, foi criado para oferecer uma alternativa ao grupo G7, que concentra grande parte da riqueza mundial. Dilma afirmou que a instituição não busca substituir outras organizações, mas sim demonstrar que existem diferentes formas de promover o desenvolvimento.

Desafios e Oportunidades

Dilma também abordou a reestruturação das cadeias produtivas globais, impulsionada por interesses geopolíticos. Ela defendeu que a cooperação é essencial para enfrentar as assimetrias do sistema financeiro internacional, que impõe maiores dificuldades aos países com menos recursos. A presidente do NDB reiterou que os países do Sul Global têm o direito e a capacidade de definir seus próprios caminhos de desenvolvimento.

A ex-presidente destacou a necessidade de investimentos em infraestrutura verde, energia limpa e tecnologias climáticas. Além disso, mencionou a importância de transações em moedas locais para reduzir a exposição à volatilidade externa. O tema do evento deste ano é “Impulsionando o Desenvolvimento, promovendo inovação, cooperação e impacto por meio de um banco multilateral de desenvolvimento para o Sul Global”.

O encontro contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros das Finanças dos países membros e autoridades locais e internacionais, reforçando a relevância do NDB no cenário global atual.

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