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Justiça absolve PMs na Operação Escudo após MP citar ‘tiro de confere’

Policiais absolvidos alegam legítima defesa em confronto da Operação Escudo, enquanto Ministério Público recorre da decisão.

Local da morte de Wellington Gomes da Silva preservado pela PM, no Guarujá, na Operação Escudo (Foto: Reprodução/TJ-SP)
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  • Dois policiais militares foram absolvidos pela Justiça de São Paulo após acusação de homicídio durante a Operação Escudo na Baixada Santista.
  • O tribunal considerou que os policiais agiram em legítima defesa durante um confronto em 29 de agosto de 2023.
  • Os policiais Júlio Cezar dos Santos e Maykon Willian da Silva foram denunciados por supostamente atirarem em Wellington Gomes da Silva com intenção de matar.
  • O juiz Edmilson Rosa dos Santos afirmou que não havia provas concretas para sustentar a acusação de execução.
  • O Ministério Público de São Paulo recorreu da decisão, alegando que os policiais impossibilitaram a defesa da vítima.

Dois policiais militares foram absolvidos pela Justiça de São Paulo após serem acusados de homicídio durante a Operação Escudo, que ocorreu na Baixada Santista. O tribunal considerou que os PMs agiram em legítima defesa durante um confronto em 29 de agosto de 2023.

Os policiais Júlio Cezar dos Santos e Maykon Willian da Silva foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por supostamente terem atirado em Wellington Gomes da Silva com a intenção de garantir sua morte, em uma prática conhecida como “tiro de confere”. O juiz Edmilson Rosa dos Santos, responsável pela decisão, afirmou que não foram encontradas provas concretas que sustentassem a acusação de execução.

A decisão, proferida em 28 de junho, foi baseada em depoimentos de testemunhas que corroboraram a versão dos policiais. Segundo os relatos, Wellington estava armado e teria atirado contra os PMs, o que justificaria a reação deles. O MPSP, por sua vez, recorreu da absolvição, alegando que os policiais agiram de forma a impossibilitar a defesa da vítima.

Wellington foi baleado em sua residência e, segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), não atendeu a uma ordem de parada antes de disparar contra os policiais. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foram apreendidos uma submetralhadora e um rádio comunicador. A operação foi uma resposta à morte do policial militar Patrick Reis e visava combater o PCC e o tráfico de drogas na região.

A Operação Escudo foi marcada por uma série de confrontos e mortes, sendo considerada uma das mais letais em São Paulo desde o massacre do Carandiru. Enquanto a polícia alega sucesso no combate ao crime, entidades de direitos humanos denunciam violações.

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