- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou as políticas de austeridade fiscal durante reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) em 4 de julho de 2025.
- Lula afirmou que a austeridade falhou globalmente e aumentou a desigualdade social, beneficiando os ricos.
- Ele defendeu a criação de uma nova moeda de comércio internacional como alternativa ao dólar, visando reduzir a vulnerabilidade dos países em desenvolvimento.
- O presidente também criticou a falta de lideranças eficazes e a perda de influência da Organização das Nações Unidas (ONU), chamando a situação na Faixa de Gaza de “genocídio”.
- Apesar da resistência interna e externa, Lula pediu um multilateralismo mais forte e a colaboração do NDB com bancos de desenvolvimento na África e na Ásia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (4), as políticas de austeridade fiscal, afirmando que elas falharam em todo o mundo e contribuíram para o aumento da desigualdade social. Durante a reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Lula destacou que “a austeridade levou os países a ficarem mais pobres”, beneficiando os ricos em detrimento dos pobres.
O presidente voltou a defender a criação de uma nova moeda de comércio internacional, uma alternativa ao dólar, que, segundo ele, é crucial para reduzir a vulnerabilidade dos países em desenvolvimento às políticas dos Estados Unidos. Lula enfatizou que, sem novas soluções financeiras, o mundo pode repetir os erros do passado.
Críticas à Liderança Global
Lula também abordou a falta de lideranças políticas eficazes no cenário atual, mencionando a perda de influência da ONU. Ele afirmou que a organização se tornou “insignificante” e criticou a situação na Faixa de Gaza, caracterizando-a como um “genocídio” por parte de Israel. O presidente pediu um multilateralismo mais robusto para enfrentar os desafios contemporâneos.
A proposta de desdolarização enfrenta resistência interna e externa, especialmente após ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em resposta, negociadores brasileiros têm afirmado que não está em discussão a criação de uma nova moeda no âmbito do Brics. Apesar disso, a agenda de incentivo ao uso de modelos de pagamento alternativos ao dólar conta com o apoio da Rússia e da ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do NDB.
Desafios e Oportunidades
Lula ressaltou que a crise atual é mais política do que econômica, pedindo que o NDB colabore com bancos de desenvolvimento regionais na África e na Ásia. Ele concluiu sua fala enfatizando a necessidade de decisões importantes para um novo modelo de financiamento que beneficie a democracia e o desenvolvimento global.
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