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Militar que invadiu o Capitólio é condenado à prisão perpétua por ataque ao FBI

Edward Kelley, veterano militar, recebe pena de prisão perpétua por conspiração contra o FBI e assassinato de policiais.

Edward Kelley, 36, participou do ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. (Foto: FoxNashville/Twitter)
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  • Edward Kelley, veterano militar, foi condenado à prisão perpétua em 4 de julho de 2025.
  • Ele conspirou para atacar um escritório do FBI em Knoxville, Tennessee, e assassinar policiais.
  • Kelley elaborou uma lista de alvos e planejou ataques com explosivos.
  • O juiz Thomas Varlan rejeitou o pedido de Kelley para arquivar as acusações, afirmando que suas ações eram distintas da invasão ao Capitólio em janeiro de 2021.
  • Kelley já havia sido perdoado por Donald Trump após a invasão, mas o perdão não se aplicou ao novo caso.

Um veterano militar, Edward Kelley, foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira, 4, por conspirar para atacar um escritório do FBI e assassinar policiais. Kelley, de 36 anos, já havia sido perdoado pelo ex-presidente Donald Trump após a invasão ao Capitólio em janeiro de 2021.

Kelley foi considerado culpado em novembro por múltiplos crimes, incluindo a elaboração de uma lista de alvos e planos para ataques com explosivos. O juiz distrital dos EUA, Thomas Varlan, rejeitou o pedido de Kelley para arquivar as acusações, afirmando que a conduta criminosa era distinta da sua participação na invasão do Capitólio.

Detalhes da Conspiração

Durante as investigações, Kelley planejou atacar o escritório do FBI em Knoxville, Tennessee, utilizando carros-bomba e drones. Documentos do Departamento de Justiça revelaram que ele discutiu a intenção de “destruir o escritório deles” caso fosse preso. Seu cúmplice, Austin Carter, declarou-se culpado e se tornou testemunha colaboradora, detalhando planos de assassinato de funcionários do FBI.

Os promotores solicitaram a pena máxima, citando o histórico violento de Kelley e a falta de remorso. Ele serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA por oito anos, sendo dispensado em 2015. Além das acusações atuais, Kelley já havia sido condenado por agressão a policiais e destruição de propriedade durante a invasão ao Capitólio.

Consequências Legais

Kelley argumentou que o perdão de Trump deveria se estender ao caso no Tennessee, mas o Departamento de Justiça se opôs. O juiz Varlan determinou que as ações de Kelley estavam separadas dos eventos de 6 de janeiro de 2021, quando manifestantes tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais. A condenação de Kelley destaca a gravidade das ameaças à segurança pública e a continuidade das investigações sobre os envolvidos na invasão ao Capitólio.

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