- O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que pedirá o afastamento do assessor Felipe Vono, da deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP).
- A decisão foi tomada após Vono participar de um protesto durante o horário de expediente, levantando suspeitas de desvio de função.
- O protesto ocorreu no saguão do banco Itaú BBA, em São Paulo, e defendia a taxação de grandes fortunas.
- Ferreira também solicitará uma investigação no Ministério Público para apurar possíveis irregularidades.
- Felipe Vono recebe um salário mensal de R$ 10.267,51 e estava em horário de trabalho durante o ato.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou, nesta quinta-feira (3), que pedirá o afastamento imediato do advogado Felipe Vono, assessor da deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP). A decisão ocorre após Vono participar de um protesto durante o horário de expediente, levantando suspeitas de desvio de função.
O ato, promovido pela Frente Povo Sem Medo, ocorreu no saguão do banco Itaú BBA, na avenida Faria Lima, em São Paulo. O protesto tinha como pauta a defesa da taxação de grandes fortunas, parte da campanha “Taxação BBB” (Bilionários, Bancos e Bets), que conta com o apoio de movimentos de esquerda e do PT. Ferreira também solicitou a abertura de uma investigação no Ministério Público para apurar possíveis irregularidades.
Em sua conta no X (antigo Twitter), Nikolas Ferreira afirmou: “Pedirei o imediato afastamento do senhor Felipe Vono, agente público, lotado no gabinete de uma deputada da Assembleia Legislativa de São Paulo do PSOL, e solicitarei investigação junto ao Ministério Público para averiguar possível desvio de função ou improbidade”. Vono, que recebe um salário mensal de R$ 10.267,51, estava em horário de trabalho durante o ato.
Implicações Jurídicas
O episódio reacende o debate sobre os limites da atuação política e a função pública no serviço parlamentar. Embora assessores possam participar de atividades externas, o uso do horário de trabalho para protestos pode configurar violação de dever funcional. O caso surge em um momento de intensificação da mobilização da esquerda pela taxação de grandes fortunas, em meio a um acirramento do embate político sobre a política fiscal no Brasil.
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