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PCC avança no setor formal e exige ação firme do Estado para conter infiltração

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, destaca infiltração do PCC na economia formal e pede resposta integrada das instituições.

Procurador-geral da República, Paulo Gonet (Foto: Reprodução/Fórum de Lisboa)
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, alertou sobre a expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC) para a economia formal durante o Fórum de Lisboa, em quatro de julho de dois mil e vinte e cinco.
  • Gonet destacou que a facção criminosa está aumentando seu poder em setores legais, como energia, fundos e fintechs.
  • O PCC movimenta cerca de US$ 300 bilhões internacionalmente e se infiltra em áreas como combustíveis, transportes públicos e mercado financeiro.
  • O procurador defendeu uma resposta integrada entre o Ministério Público e as polícias, com foco em inteligência financeira, e mencionou a produção de mais de 18 mil relatórios em dois mil e vinte e quatro.
  • Ele também ressaltou a proposta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de cooperação em segurança pública, que visa facilitar ações entre estados e a União.

LISBOA – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, alertou nesta sexta-feira (4) sobre a expansão do PCC para setores da economia formal, durante o Fórum de Lisboa. Ele enfatizou que essa infiltração não pode ser tolerada, pois a facção criminosa está ampliando seu poder “no centro da legalidade”.

Gonet fez referência a uma reportagem da Folha de S.Paulo que revelou que investidores na Faria Lima já estão avaliando o “risco PCC”, especialmente em mercados como energia, fundos e fintechs. O procurador destacou que as facções estão se infiltrando em áreas como combustíveis, transportes públicos, saúde e mercado financeiro, criando uma “economia paralela”.

De acordo com Gonet, o PCC movimenta cerca de US$ 300 bilhões internacionalmente, operando em diversas jurisdições. Ele ressaltou que a abordagem tradicional de combate ao crime, focada em delitos de rua, não é mais eficaz. “A técnica de abordagem tem que ser lúcida, eficiente e atualizada”, afirmou.

Integração e Cooperação

O procurador-geral defendeu uma resposta institucional que envolva a integração entre o Ministério Público federal e estaduais, além das polícias, com foco em inteligência financeira. Ele mencionou que foram produzidos 18.762 relatórios em 2024 e que o compartilhamento de dados com o STF foi ampliado, sem necessidade de autorização judicial prévia.

Para prevenir a expansão do PCC, Gonet destacou a proposta da PEC de cooperação em segurança pública, que visa fortalecer o federalismo cooperativo entre estados e União. Essa proposta busca eliminar entraves burocráticos que dificultam ações efetivas. O procurador enfatizou que a cooperação deve ser ampla e respeitar os direitos fundamentais, afirmando que “não se combate o crime atuando da mesma forma que os criminosos”.

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