- Carla Zambelli, deputada federal, solicitou uma acareação com o hacker Walter Delgatti Neto no processo de cassação de seu mandato.
- A deputada, foragida na Itália, condicionou sua participação à realização do encontro por videoconferência.
- O advogado de Zambelli argumenta que a acareação remota é uma prática comum na Justiça.
- A defesa busca descredibilizar Delgatti, já que as principais provas contra Zambelli foram obtidas em sua residência.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, não acatou a determinação do Supremo Tribunal Federal para a perda do mandato e abriu um processo de cassação, que está em análise na Comissão de Constituição e Justiça.
Carla Zambelli, deputada federal, solicitou uma acareação com o hacker Walter Delgatti Neto no processo de cassação de seu mandato. No entanto, a parlamentar, que está foragida na Itália, condicionou sua participação à realização do encontro por videoconferência, temendo ser presa ao retornar ao Brasil.
O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, argumenta que a utilização de tecnologia para a acareação é uma prática comum na Justiça. Ele destacou que até réus presos podem ser ouvidos remotamente. Zambelli fugiu após ser condenada por contratar Delgatti para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e teme as consequências de sua volta.
A defesa entregou o pedido de acareação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, além de solicitar acesso aos equipamentos apreendidos na casa de Delgatti. O objetivo é descredibilizar o hacker, já que as principais provas contra Zambelli são materiais obtidos em sua residência e um print de uma mensagem relacionada ao pedido de prisão de Moraes.
Situação na Câmara
O presidente da Câmara, Hugo Motta, não acatou a determinação do STF para a perda do mandato de Zambelli e optou por abrir um processo de cassação. O caso está em análise na CCJ, enquanto o Partido Liberal (PL) mobiliza esforços para preservar o mandato da deputada. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, afirmou que todos os membros do partido votarão a favor da manutenção do cargo.
Se a CCJ decidir pela cassação, o caso seguirá para o plenário, onde serão necessários 257 votos entre os 513 deputados para confirmar a perda do mandato. A situação de Zambelli é complicada, pois, se for presa, não poderá comparecer ao trabalho, o que pode levar à perda do cargo após quatro meses de faltas.
A defesa busca provar que Delgatti mente, o que poderia ajudar a preservar o mandato da deputada. O processo é considerado longo e sem previsão de término, enquanto a pressão sobre Zambelli aumenta.
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