- Os governos do Brasil e dos Estados Unidos buscam um acordo comercial até 9 de julho.
- Recentemente, delegações dos dois países se reuniram por videoconferência, mas as negociações não avançaram.
- O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, expressou frustração com a falta de progresso e anunciou que tarifas voltarão a ser aplicadas em agosto para países sem acordo.
- O Brasil propôs cortar a tarifa de 18% sobre o etanol americano, em troca da redução das tarifas dos EUA sobre o açúcar nacional.
- O superávit comercial americano com o Brasil aumentou para US$ 1 bilhão, enquanto cinco dos dez produtos mais exportados pelo Brasil para os EUA tiveram queda.
Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump estão em busca de um acordo comercial que deve ser finalizado até 9 de julho. Na última sexta-feira (4), delegações dos dois países se reuniram por videoconferência, mas as negociações não avançaram. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, expressou frustração com a falta de progresso e anunciou que tarifas voltarão a ser aplicadas em agosto para países sem acordo.
As tarifas sobre produtos como etanol e aço têm sido um ponto de discórdia. O Brasil ofereceu a redução de tarifas em troca de medidas semelhantes dos EUA, mas a proposta ficou sem resposta por dias. Durante a videoconferência, os representantes discutiram as tarifas elevadas aplicadas pelos EUA, especialmente sobre o etanol e produtos industrializados.
Propostas e Respostas
O governo brasileiro admitiu cortar a taxa de 18% sobre o etanol americano, desde que os EUA reduzam suas tarifas sobre o açúcar nacional. Recentemente, o superávit comercial americano com o Brasil aumentou para US$ 1 bilhão, destacando que o Brasil é um dos poucos mercados com saldo positivo para os EUA. Dados do fluxo de comércio indicam que cinco dos dez produtos mais exportados pelo Brasil para os EUA sofreram queda.
A Casa Branca está concentrando esforços em 18 parceiros que representam mais de 90% do comércio internacional dos EUA, mas não há confirmação de que o Brasil esteja entre eles. O secretário Bessent mencionou que cartas serão enviadas a cerca de 100 países informando sobre o status das tarifas.
As negociações continuam, mas a pressão aumenta com o prazo se aproximando. O governo brasileiro, representado por ministros como Fernando Haddad, Mauro Vieira e Geraldo Alckmin, segue buscando um entendimento que beneficie ambas as partes.
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