- O Supremo Tribunal Federal (STF) avança em um caso de corrupção envolvendo deputados federais.
- Os deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, além do ex-deputado Bosco Costa, são acusados de exigir 25% de propina para liberar mais de R$ 6 milhões em emendas em 2020.
- As investigações revelaram um esquema de corrupção liderado por Maranhãozinho, que utilizava familiares e prefeitos aliados para ocultar recursos.
- O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, abriu prazo para a instrução processual, que inclui depoimentos de testemunhas e interrogatórios dos réus.
- O ex-prefeito José Eudes, que denunciou as extorsões, é uma das testemunhas-chave no processo.
Em meio ao embate entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre emendas parlamentares, avança um caso emblemático que pode resultar na condenação de deputados por corrupção. Os parlamentares Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), junto ao ex-deputado Bosco Costa (PL-SE), são acusados de exigir 25% de propina para liberar mais de 6 milhões de reais em emendas destinadas a São José de Ribamar (MA) em 2020.
As investigações revelaram mensagens e documentos que indicam um esquema de corrupção, onde Maranhãozinho é apontado como líder. O Ministério Público (MP) afirma que o deputado utilizava familiares e prefeitos aliados para ocultar a movimentação dos recursos. Além disso, ele teria ameaçado quem se opusesse à extorsão e utilizado empresas de fachada para lavar o dinheiro.
Fase Processual
O relator do caso no STF, ministro Cristiano Zanin, abriu prazo para a instrução processual, etapa que precede o julgamento. Nesta fase, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, com o interrogatório dos réus agendado posteriormente. As audiências estavam previstas para junho, mas foram adiadas devido à ocupação do tribunal com outros casos, incluindo o de um suposto golpe de Estado.
Entre as testemunhas, destaca-se o ex-prefeito José Eudes, que denunciou as extorsões. As investigações começaram após sua denúncia, onde relatou intimidações por se recusar a pagar pela liberação dos recursos. O desfecho deste caso é observado atentamente por outros políticos, pois pode influenciar diversas investigações sobre a má gestão de emendas por parlamentares.
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