- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) durante a cúpula dos Brics.
- Lula destacou a paralisia da OMC e o aumento do protecionismo, que geram uma “assimetria insustentável” para os países em desenvolvimento.
- Ele criticou a gestão anterior dos Estados Unidos, que congelou verbas para a OMC, alegando que a organização favorecia a China.
- O presidente também abordou a manipulação da inteligência artificial por grandes corporações e defendeu seu uso ético e acessível.
- Lula propôs a criação de cabos submarinos para melhorar a troca de dados entre os países do Brics, visando fortalecer a cooperação tecnológica e econômica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a urgência da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) durante a cúpula dos Brics, realizada hoje. Em seu discurso, Lula destacou que a paralisia da OMC e o aumento do protecionismo geram uma “assimetria insustentável” para os países em desenvolvimento. Ele criticou a gestão anterior dos Estados Unidos, que congelou verbas para a OMC, alegando que a organização favorecia a China.
Lula enfatizou a necessidade de um equilíbrio de obrigações e direitos entre os membros da OMC, afirmando que a confiança na instituição não pode ser restabelecida sem considerar os interesses de todos os países. O presidente também mencionou o apoio do Brics à candidatura da Etiópia e do Irã para a OMC, ressaltando que as economias emergentes têm um papel crucial no financiamento do mundo desenvolvido.
Inteligência Artificial e Cabos Submarinos
Além da reforma da OMC, Lula abordou a manipulação da inteligência artificial por grandes corporações, alertando que essa tecnologia não deve ser um privilégio de poucos países. Ele defendeu que a IA deve ser utilizada de forma ética e acessível a todos.
O presidente propôs ainda a criação de cabos submarinos que conectem diretamente os países do Brics, com o objetivo de melhorar a troca de dados entre as nações do grupo. Essa iniciativa visa fortalecer a cooperação tecnológica e econômica entre os membros, promovendo um desenvolvimento mais equitativo.
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