- Durante o Processo de Eleição Direta (PED) do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe, no dia seis de julho, Layanne Carvalho, fiscal da votação, foi agredida por Marinaldo Alves Santos, conhecido como “Gaguinho”.
- A agressão ocorreu quando Layanne advertiu Marinaldo sobre a proibição de orientar o voto de sua esposa, prática irregular no sistema de cédulas de papel.
- Após ser atingida com um soco na cabeça, Layanne foi ao pronto-socorro e, no dia seguinte, registrou um Boletim de Ocorrência na 2ª Delegacia Metropolitana de Aracaju.
- Marinaldo, que é apoiador do senador Rogério Carvalho, foi eleito presidente do diretório estadual do PT com mais de setenta por cento dos votos.
- Rogério Carvalho emitiu uma nota repudiando a agressão e informou que a executiva estadual e a comissão de ética do PT foram acionadas para apurar o caso.
Uma agressão ocorreu durante o Processo de Eleição Direta (PED) do PT em Sergipe, no último domingo (6). Layanne Carvalho, de 36 anos, fiscal da votação, foi agredida por Marinaldo Alves Santos, conhecido como “Gaguinho”. O incidente aconteceu enquanto ele tentava orientar sua esposa no voto, prática proibida no sistema de cédulas de papel adotado nesta edição do PED.
Layanne, que é chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Juventude do governo federal, foi atingida com um soco na cabeça após advertir o agressor sobre a irregularidade. Ela caiu ao chão e, posteriormente, foi ao pronto-socorro. Na segunda-feira (7), registrou um Boletim de Ocorrência na 2ª Delegacia Metropolitana de Aracaju. “Não há justificativa para o que aconteceu — e nem para bater em mulher”, declarou.
Marinaldo, apoiador do senador Rogério Carvalho, foi eleito presidente do diretório estadual do PT com mais de 70% dos votos no mesmo dia. O agressor não foi encontrado pela reportagem. Layanne recebeu apoio de militantes de diferentes chapas, especialmente de mulheres, mas sentiu falta de acolhimento por parte do senador, que estava presente no evento. “Ele não veio até mim, nem mandou mensagem depois”, afirmou.
Em resposta ao incidente, Rogério Carvalho emitiu uma nota repudiando a agressão e afirmando que a executiva estadual e a comissão de ética do PT foram acionadas para apurar o caso. A nota destaca que o partido não tolera comportamentos machistas ou violentos e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres. Até o fechamento desta reportagem, o Diretório Estadual do PT não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio.
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