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Ministério da Fazenda divulga portaria para reduzir gastos em 2025

Governo impõe restrições orçamentárias severas, incluindo suspensão de passagens aéreas internacionais, para conter despesas até 2025.

Ministério da Fazenda, em Brasília (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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  • O Ministério da Fazenda publicou uma portaria com restrições em compras, contratações e eventos até o final de 2025.
  • A medida visa conter o aumento das despesas públicas, após o congelamento de R$ 31,3 bilhões do Orçamento de 2025.
  • A portaria suspende a emissão de passagens aéreas internacionais na classe executiva, exceto para o ministro Fernando Haddad.
  • Também está proibida a realização de treinamentos e eventos que envolvam gastos públicos.
  • O aumento das despesas previdenciárias e a rejeição do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo Congresso motivaram essas restrições.

O Ministério da Fazenda anunciou, nesta segunda-feira (4), uma portaria que estabelece restrições em compras, contratações e eventos até o final de 2025. A medida visa conter o aumento das despesas públicas, em meio a dificuldades do governo para equilibrar as contas.

O congelamento de R$ 31,3 bilhões do Orçamento de 2025, que representa 14,1% da verba não obrigatória, levou à contenção de R$ 1,41 bilhão no orçamento do ministério para este ano. As novas diretrizes foram publicadas no Diário Oficial da União e refletem a necessidade de racionalização dos recursos.

Entre as principais restrições, está a suspensão da emissão de passagens aéreas internacionais na classe executiva, exceto para o deslocamento do ministro Fernando Haddad. Além disso, a portaria proíbe a realização de treinamentos e eventos que envolvam gastos públicos.

Medidas de Contenção

As novas regras não se aplicam a despesas já autorizadas ou que visem a redução de custos operacionais, como despesas condominiais e obras relacionadas à segurança, saúde e acessibilidade. O governo busca, assim, adequar suas finanças à meta fiscal estabelecida, enfrentando um cenário de desafios orçamentários.

O aumento das despesas previdenciárias, que subiram R$ 16,7 bilhões, totalizando R$ 1,032 trilhão, é um dos principais fatores que motivaram essas medidas. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), que atende idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, também teve um aumento significativo no número de beneficiários.

A expectativa inicial do governo era reforçar a arrecadação com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas essa proposta foi rejeitada pelo Congresso. Uma audiência entre os Poderes está marcada para discutir alternativas e buscar soluções para a crise fiscal.

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