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MPF solicita reabertura de ação contra ex-CEO da Vale por tragédia em Brumadinho

MPF busca reabertura da ação penal contra Fábio Schvartsman, alegando que provas devem ser analisadas na fase de pronúncia.

Rompimento de uma adutora da Vale interdita ponte em Brumadinho (Foto: Maria Julia Nascimento/Prefeitura de Brumadinho)
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  • O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reabrir a ação penal contra Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale, pela tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019.
  • O desastre resultou na morte de pelo menos 270 pessoas e causou danos ambientais significativos.
  • O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) havia trancado a ação, alegando falta de indícios de autoria.
  • O MPF argumenta que a análise das provas deve ocorrer na fase de pronúncia, contestando a decisão do TRF-6.
  • Schvartsman e outros 15 executivos foram denunciados por homicídio e danos ambientais em fevereiro de 2020.

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reabrir a ação penal contra Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale, em relação à tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019. O desastre resultou na morte de pelo menos 270 pessoas e causou danos ambientais significativos.

A ação foi inicialmente trancada pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que considerou que não havia indícios suficientes de autoria por parte de Schvartsman. O MPF argumenta que a análise das provas deve ser feita na fase de pronúncia, e não antes, contestando a decisão do TRF-6.

Em fevereiro de 2020, Schvartsman e outros 15 executivos foram denunciados por homicídio e danos ambientais. A tragédia foi desencadeada pelo rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, que gerou um tsunami de lama devastador. O caso, que tramitava na Justiça Estadual de Minas Gerais, teve sua competência transferida para a Justiça Federal após uma decisão do Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2022.

O MPF sustenta que Schvartsman tinha conhecimento dos problemas de segurança nas barragens da Vale e não tomou medidas adequadas para evitar o desastre, mesmo após o rompimento da barragem do Fundão em Mariana, em 2015. Em março de 2024, o TRF-6 decidiu pelo trancamento da ação, afirmando que a denúncia não apresentou indícios mínimos de autoria.

A Procuradoria, ao solicitar a reabertura do caso, considera que a decisão do TRF-6 foi precipitada e violou o devido processo legal. O procurador regional da República, Pedro Barbosa Pereira Neto, destacou que a apuração da responsabilidade criminal deve seguir os trâmites legais adequados, sem antecipações.

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