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Museu de Paris é processado por tentativa de apagar a história do Tibete

Grupos pro-Tibete processam o Musée Guimet por renomear galeria, alegando que ação apaga a identidade cultural tibetana.

Estátua tibetana de uma Dakini dançante no Musée Guimet em Paris. (Foto: Olivier Laban-Mattei/AFP via Getty Images)
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  • O Musée Guimet, em Paris, está sendo processado por grupos pro-Tibete.
  • As organizações alegam que o museu tenta apagar a identidade tibetana ao renomear uma galeria para “mundo himalaio”.
  • A mudança pode confundir a distinção cultural do Tibete e é vista como uma tentativa de negar sua existência.
  • O museu defende que a nova nomenclatura visa destacar as interações culturais da região.
  • Críticas anteriores já apontaram que o museu corre o risco de endossar a colonização chinesa do Tibete.

O Musée Guimet, em Paris, está enfrentando um processo judicial movido por grupos pro-Tibete. As organizações acusam o museu de tentar apagar a identidade tibetana ao renomear uma galeria dedicada à arte do Nepal e do Tibete para “mundo himalaio”. Essa mudança, segundo os grupos, pode gerar confusão sobre a distinção cultural do Tibete, com um objetivo político de negar sua existência.

A denúncia foi inicialmente reportada pela Agence France-Presse e destaca que a nova nomenclatura pode obscurecer a singularidade cultural do Tibete. Os advogados dos grupos afirmaram que é difícil não perceber um tom político na decisão do museu, sugerindo uma possível aliança com os esforços de lobby da China, que considera o Tibete uma de suas regiões autônomas.

O museu, por sua vez, defende que a expressão “mundo himalaio” visa enfatizar a riqueza das interações culturais na vasta região. Em resposta às críticas, a instituição afirmou que não tem a intenção de tornar uma cultura invisível ou negar a identidade tibetana.

Essa não é a primeira vez que o Musée Guimet enfrenta críticas sobre sua abordagem em relação ao Tibete. No ano passado, mais de 140 organizações assinaram uma carta aberta alertando que o museu corre o risco de endossar a colonização chinesa do Tibete e a sistemática erasure de sua cultura e patrimônio.

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