- O tenente-coronel Ivan Blaz, ex-porta-voz da Polícia Militar, tornou-se réu após a juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
- A decisão, tomada na última quarta-feira, inclui o afastamento de Blaz das funções, a entrega de suas armas e restrições de movimentação.
- Blaz já enfrentava um inquérito por invasão de domicílio e constrangimento ilegal, com a Auditoria de Justiça Militar suspendendo seu porte de arma.
- O inquérito indicou indícios de crime e transgressão disciplinar, relacionado a uma operação coordenada por Blaz em janeiro, sem mandado judicial.
- A Justiça deve citar oficialmente Blaz para que ele tome ciência do processo penal militar e constitua um advogado ou seja assistido pela Defensoria Pública.
O tenente-coronel Ivan Blaz, ex-porta-voz da Polícia Militar, tornou-se réu após a juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A decisão, ocorrida na última quarta-feira, inclui seu afastamento das funções, a entrega de suas armas e restrições de movimentação.
Blaz já enfrentava um inquérito por invasão de domicílio e constrangimento ilegal, com a Auditoria de Justiça Militar suspendendo seu porte de arma. O inquérito concluiu que havia indícios de crime e transgressão disciplinar. Em janeiro, Blaz coordenou uma operação sem mandado judicial, tentando acessar um prédio onde o narcotraficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, estaria.
Durante a ação, Blaz e uma sargento tentaram se passar por um casal para entrar no edifício, mas foram barrados pelo porteiro. Mesmo assim, o tenente-coronel forçou a entrada com o apoio de outros policiais. Dentro do prédio, ele teria sacado a arma e constrangido o porteiro, além de obrigar moradores a entregarem seus celulares.
A Justiça agora deve citar oficialmente Blaz para que ele tome ciência do processo penal militar. O oficial terá que constituir um advogado ou ser assistido pela Defensoria Pública. O julgamento contará com a participação de quatro oficiais de patente superior à dele. O advogado Antônio Germano, especialista em Direito, criticou a decisão de retirar as armas de Blaz, considerando-a desproporcional, especialmente em comparação a outros casos na corporação.
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