- Movimentos sociais organizam ato em São Paulo no dia 10 de agosto, às 18h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
- O protesto é convocado pelas frentes Povo sem Medo e Brasil Popular, com apoio do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).
- O objetivo é protestar contra o Centrão e as emendas secretas no Congresso, em meio a críticas à política fiscal do governo.
- Boulos questionou quem pagará a conta da crise fiscal, destacando que a população enfrenta altos impostos enquanto bilionários e bancos não contribuem adequadamente.
- A expectativa de público é incerta, especialmente após baixa adesão em manifestações anteriores, e o ato será um teste para a mobilização da esquerda.
Movimentos sociais organizam um ato em São Paulo nesta quinta-feira, 10, para protestar contra o Centrão e a “farra” das emendas secretas no Congresso. A manifestação, marcada para as 18h em frente ao Masp, é convocada pelas frentes Povo sem Medo e Brasil Popular, com apoio do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).
Boulos criticou a situação fiscal do país, afirmando que “quem vai pagar a conta no Brasil?” e ressaltou que enquanto a população enfrenta altos impostos, bilionários e bancos não contribuem adequadamente. O ato surge após uma manifestação anterior, realizada em 3 de outubro, que incomodou membros do governo Lula. Naquela ocasião, militantes invadiram um prédio do Itaú em protesto pela taxação de super-ricos.
A mobilização atual ocorre em um contexto de descontentamento com a política fiscal do governo. Petistas expressaram preocupação com ações mais radicais de grupos da esquerda, temendo que isso prejudique a imagem do partido e do presidente Lula. Apesar de alguns petistas defenderem a taxação de super-ricos, não houve apoio explícito ao ato de Boulos.
Expectativas e Desafios
A expectativa de público para o ato é incerta, especialmente após a baixa adesão em manifestações anteriores. A última mobilização da esquerda em São Paulo, em março, reuniu apenas 6.500 pessoas, um número considerado baixo. O risco de um novo fiasco de público é uma preocupação, especialmente em comparação com os atos do bolsonarismo, que têm atraído grandes multidões.
O ato de quinta-feira também se alinha a uma campanha mais ampla, que inclui um plebiscito popular que visa a taxação de rendimentos altos e a redução da jornada de trabalho. A mobilização será um teste para a capacidade de mobilização da esquerda em um cenário político desafiador.
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