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Rui Costa critica emendas e afirma que modelo é inexistente globalmente

Ministro da Casa Civil critica emendas parlamentares e defende reforma orçamentária em meio a tensões com o Congresso Nacional.

Ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura (Foto: Reprodução YouTube)
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  • O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou o uso excessivo de emendas parlamentares no Brasil, afirmando que quase metade do Orçamento livre é destinado a essas emendas, em vez de áreas como saúde e educação.
  • A declaração ocorreu em meio a tensões entre o governo Lula e o Congresso Nacional, após a derrubada de um decreto que aumentava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
  • Rui Costa destacou a necessidade de restabelecer relações com líderes do Legislativo e mencionou a possibilidade de diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • O ministro também comentou sobre a produção de vídeos críticos ao Congresso, esclarecendo que não são patrocinados pelo governo, mas por movimentos sociais.
  • Rui Costa previu que Lula enfrentará candidatos da direita nas próximas eleições e enfatizou a importância de manter um diálogo construtivo com o Legislativo.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou o elevado uso de emendas parlamentares no Brasil durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (7). Ele questionou o modelo orçamentário que destina quase metade do Orçamento livre do país a essas emendas, em vez de investir em áreas como logística, saúde e educação.

A declaração surge em um momento de tensão entre o governo Lula e o Congresso Nacional, após a derrubada de um decreto que aumentava as alíquotas do IOF. O governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter essa decisão. Costa afirmou que a administração foi pega de surpresa pela votação do Projeto de Decreto Legislativo que suspendeu a medida, ressaltando que havia um acordo prévio com o Legislativo.

Relação com o Legislativo

O ministro também abordou a necessidade de restabelecer relações com os líderes do Legislativo, mencionando que é possível retomar o diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Costa minimizou as dificuldades enfrentadas, destacando vitórias do governo em votações e afirmando que não se pode desconsiderar os avanços realizados.

Além disso, Rui Costa comentou sobre a produção de vídeos que criticam o Congresso, afirmando que não são patrocinados pelo governo, mas sim por movimentos sociais. Ele defendeu a ideia de que o governo deve focar em uma taxação que atinja grandes fortunas, como bilionários e bancos, em um contexto de luta entre interesses econômicos.

Projetos e Desafios Futuros

O ministro também se manifestou sobre a recente aprovação que aumentou o número de deputados na Câmara, indicando que é “pouco provável” que Lula sancione essa lei, evitando assim um desgaste político. Costa negou atritos com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e afirmou que as diferenças de opinião são normais em um governo.

Por fim, Rui Costa criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e previu que Lula enfrentará candidatos da direita nas próximas eleições, que seriam variações do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele enfatizou que a administração atual deve continuar a buscar um diálogo construtivo com o Legislativo para avançar nas pautas governamentais.

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