- Um tribunal de Jalisco declarou culpáveis dez homens por homicídio e desaparecimento, após encontrá-los no rancho Izaguirre, em Teuchitlán, com duas pessoas sequestradas e um corpo.
- As investigações começaram após uma denúncia anônima, levando a Guarda Nacional ao rancho, onde enfrentaram resistência armada.
- O corpo encontrado apresentava lesões na cabeça. Os detidos foram entregues à Fiscalía de Jalisco, junto com as evidências.
- O prefeito de Teuchitlán, José Ascensión Murguía, foi preso por vínculos com o crime organizado, recebendo R$ 70 mil mensais do cartel.
- O rancho já era conhecido por ser um centro de operações do Cartel Jalisco Nova Geração, com denúncias anteriores de desaparecimentos e achados de roupas e ossos.
Um tribunal de Jalisco declarou culpáveis 10 homens por homicídio e desaparecimento, após encontrá-los em setembro de 2024 no rancho Izaguirre, em Teuchitlán. Eles estavam com duas pessoas sequestradas e um corpo. A pena será divulgada em breve.
As investigações começaram após uma denúncia anônima que levou a Guarda Nacional ao rancho, onde os agentes enfrentaram resistência armada. No local, foram encontrados dois sequestrados e um homem morto com lesões na cabeça. Os detidos foram entregues à Fiscalia de Jalisco, junto com as evidências coletadas.
Esse caso é parte de um contexto mais amplo de violência na região, onde o rancho Izaguirre já era conhecido por ser um centro de operações do Cartel Jalisco Nova Geração. Em março de 2024, o coletivo Guerreros Buscadores de Jalisco encontrou mais de 1.300 objetos no rancho, incluindo roupas e fragmentos de ossos, o que intensificou a busca por desaparecidos no país.
Vínculos com o Crime Organizado
Além dos 10 condenados, o prefeito de Teuchitlán, José Ascensión Murguía, foi preso por sua ligação com o crime organizado. Ele recebia 70 mil pesos mensais do cartel e colaborava na captura de novas vítimas. As investigações revelaram que Murguía mantinha reuniões com líderes do cartel e, segundo a Fiscalia General de la República, chegou a deixar restos humanos em uma vala do rancho.
As autoridades enfrentam críticas por sua atuação, com o fiscal geral reconhecendo que o rancho era um centro de recrutamento, mas negando que fosse um local de extermínio. Apesar das evidências de tortura e assassinatos, pouco se sabe sobre as vítimas. O caso destaca a complexa relação entre o crime organizado e as autoridades locais, evidenciando a necessidade de uma resposta mais eficaz à crise de desaparecidos no México.
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