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Excomandantes das FARC admitem recrutamento forçado de 18 mil menores na Colômbia

Excomandantes das FARC reconhecem responsabilidade pelo recrutamento de menores, mas ignoram acusações de violência sexual. JEP avaliará impacto.

Guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias (FARC) da Colômbia, em Caquetá. (Foto: Ernesto Guzmán/EFE)
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  • Excomandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) reconheceram responsabilidade pelo recrutamento forçado de menores em audiência na Jurisdição Especial para a Paz (JEP).
  • O recrutamento afetou mais de 18.000 crianças entre 1996 e 2006, com muitas vítimas de tortura e violência sexual.
  • Os excomandantes, incluindo Rodrigo Londoño e Pablo Catatumbo, admitiram que o ato deixou cicatrizes profundas na sociedade, mas não abordaram as acusações de violência sexual.
  • A JEP avaliará se o reconhecimento de responsabilidade contribui para a verdade e a justiça, podendo levar a uma audiência pública sobre os crimes.
  • O macrocaso 07 da JEP investiga a violência sexual, mas os excomandantes consideram esses crimes como isolados, minimizando a gravidade das violações.

Os excomandantes das FARC reconheceram, em audiência na Jurisdição Especial para a Paz (JEP), sua responsabilidade pelo recrutamento forçado de menores durante o conflito armado na Colômbia. Este ato, considerado injustificável, afetou a vida de mais de 18.000 crianças entre 1996 e 2006, muitas das quais sofreram torturas e violência sexual.

Os seis excomandantes, entre eles Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, e Pablo Catatumbo, atual senador, admitiram que o recrutamento de menores deixou cicatrizes profundas na sociedade. No entanto, não abordaram as graves acusações de violência sexual, que incluem casos de aborto forçado e maus-tratos. O advogado Juan Manuel Martínez, que representa as vítimas, criticou a falta de um reconhecimento mais amplo dos crimes cometidos, afirmando que a resposta dos excomandantes foi precária.

A JEP agora avaliará se o reconhecimento de responsabilidade apresentado pelos excomandantes contribui para a verdade e a justiça. O tribunal deve decidir se a carta recebida constitui um verdadeiro reconhecimento dos fatos, o que poderia levar a uma audiência pública para a admissão dos crimes. Caso isso ocorra, os excomandantes poderão receber penas focadas em reparação às vítimas.

O recrutamento de crianças ocorreu em diversas regiões do país, com 5.600 delas tendo apenas 14 anos ou menos. As modalidades de recrutamento incluíram ameaças, enganos e persuasão ideológica. O macrocaso 07 da JEP também investiga a violência sexual, mas os excomandantes insistem que esses crimes foram isolados, desconsiderando a magnitude das violações.

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