- Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, é acusada de autorizar o uso de armas letais contra manifestantes em um áudio vazado.
- O vazamento, verificado pela BBC, mostra Hasina instruindo suas forças de segurança a “atirar” durante os protestos de 2022.
- Os protestos, que resultaram em até 1.400 mortes, começaram devido a políticas de cotas para empregos na administração pública.
- Hasina está sendo julgada em ausência por crimes contra a humanidade, com o áudio como evidência crucial.
- A Awami League, partido de Hasina, nega responsabilidade e afirma que as ações foram proporcionais e em boa fé.
Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, enfrenta sérias acusações após a divulgação de um áudio que revela sua autorização para o uso de armas letais contra manifestantes. O vazamento, verificado pela BBC, ocorreu em março e mostra Hasina instruindo suas forças de segurança a “atirar” nos protestos que tomaram as ruas em 2022.
Os protestos, que resultaram em até 1.400 mortes, começaram em resposta a políticas de cotas para empregos na administração pública. A situação se intensificou, levando a uma onda de violência sem precedentes desde a guerra de independência de 1971. Em um dos episódios mais sangrentos, em 5 de agosto, a polícia matou pelo menos 52 pessoas em Jatrabari, um bairro de Dhaka.
Julgamento e Implicações
Hasina está sendo julgada em ausência por crimes contra a humanidade em um tribunal especial. O áudio vazado será utilizado como evidência crucial no processo. A Awami League, partido de Hasina, nega qualquer responsabilidade e afirma que as ações foram proporcionais e em boa fé.
A ex-primeira-ministra fugiu para a Índia e a possibilidade de sua extradição ainda é incerta. O tribunal internacional já indiciou 203 indivíduos, incluindo ex-oficiais do governo e da polícia, por envolvimento nas mortes de manifestantes.
Reações e Consequências
A ONU também investiga as ações do governo de Hasina, alegando que podem constituir crimes contra a humanidade. Um porta-voz da Awami League afirmou que as decisões tomadas foram para minimizar perdas de vidas. Desde a queda de Hasina, o país é governado por um governo interino liderado pelo prêmio Nobel Muhammad Yunus, que se prepara para as próximas eleições nacionais.
A situação política em Bangladesh continua tensa, com incertezas sobre a participação da Awami League nas eleições futuras.
Entre na conversa da comunidade