- O fiscal geral da República, Alejandro Gertz, anunciou a abertura de uma investigação sobre supostos pagamentos de propinas ao ex-presidente Enrique Peña Nieto por fornecedores do software de espionagem Pegasus.
- A investigação foi motivada por informações divulgadas por um periódico israelense, que relacionam Peña Nieto a um esquema de corrupção durante sua administração.
- Gertz afirmou que, apesar de denúncias anteriores, faltavam provas concretas até agora. Com novos dados, a apuração se torna mais sólida.
- O fiscal solicitará documentação ao governo de Israel para dar continuidade às investigações, que surgiram em meio a uma disputa legal entre empresários israelenses.
- Peña Nieto, que reside entre Espanha e República Dominicana, negou as acusações e afirmou não conhecer os empresários mencionados nas denúncias.
O fiscal geral da República, Alejandro Gertz, anunciou a abertura de uma investigação sobre supostos pagamentos de propinas ao ex-presidente Enrique Peña Nieto por fornecedores do software de espionagem Pegasus. A decisão foi tomada após a divulgação de informações por um periódico israelense, que ligam o ex-mandatário a um esquema de corrupção envolvendo contratos durante sua administração.
Gertz destacou que, desde o início do governo anterior, várias denúncias foram feitas, mas sem provas suficientes. Agora, com novos dados específicos, a investigação se torna mais robusta. O fiscal mencionou que solicitará documentação ao governo de Israel para dar continuidade às apurações. A informação que desencadeou a investigação surgiu em meio a uma disputa legal entre empresários israelenses, que alegam ter investido 25 milhões de dólares para garantir contratos com o governo mexicano entre 2012 e 2018.
A relação entre Peña Nieto e os fornecedores do Pegasus é complexa. O ex-presidente, que atualmente reside entre Espanha e República Dominicana, negou as acusações, afirmando que as alegações são infundadas e que nunca esteve envolvido na contratação de fornecedores. Ele também afirmou não conhecer os empresários mencionados nas denúncias.
Contexto do Caso
O uso do Pegasus pelo governo mexicano já havia sido alvo de críticas, especialmente por sua utilização para espionar jornalistas e defensores de direitos humanos. A Fiscalia tem tentado responsabilizar os envolvidos na aquisição do software, mas enfrenta dificuldades devido à falta de evidências concretas. Gertz expressou preocupação com a colaboração do governo israelense, citando experiências anteriores difíceis, como no caso Ayotzinapa, onde a cooperação foi limitada.
A investigação atual poderá trazer novos desdobramentos sobre a relação entre o ex-presidente e o uso do Pegasus, além de potencialmente impactar outros casos de corrupção associados à sua administração.
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